Governador Rui Costa é alvo de armadilha da mídia conservadora

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Publicado segunda-feira, 7 de janeiro de 2019 as 14:39, por: CdB

Rui Costa afirmou, ainda, que vai “fiscalizar para que o Estado da Bahia e o Nordeste não sejam prejudicados”. E deixou claro que é contra o discurso de que a liberação da posse de armas de fogo, proposta por Bolsonaro, vá contribuir para a redução da violência.

 

Por Redação – de Salvador

 

Governador da Bahia, em seu segundo mandato, o petista Rui Costa foi alvo de uma armadilha do diário conservador O Estado de S. Paulo, um dos principais porta-vozes da ultradireita no país. Ao declarar, de forma institucional, que iria colaborar com o presidente da República, teve as palavras colocadas em um contexto “absolutamente subalterno”, comentou com a reportagem do Correio do Brasil um de seus principais assessores.

Rui Costa, com seu antecessor, Jacques Wagner, ao fundo, foi reeleito para o governo da Bahia
Rui Costa, com seu antecessor, Jacques Wagner, ao fundo, foi reeleito para o governo da Bahia

— O governador disse que torce a favor do Brasil e pretende ajudar o presidente da República, fosse ele quem fosse, a fazer o melhor para o povo brasileiro. Mas essas palavras foram colocadas fora de contexto, em mais uma armadilha da mídia conservadora contra um governo do PT — afirmou.

Federação

De fato, a simpatia de Rui Costa ao atual presidente não é das mais efusivas. Ao tomar conhecimento de que Jair Bolsonaro (PSL), na semana passada, havia sugerido que os governadores do Nordeste deveriam evitar qualquer pedido à União, uma vez que eles teriam se negado a mudar o retrato do presidente da República em seus gabinetes, Rui Costa disse que prefere governar e deixar que o povo avalie cada governo.

— É o segundo dia. Ele já está preocupado com isso? — afirmou, acrescentando que o importante é “construir uma federação forte”.

Diabético

Costa afirmou, ainda, que vai “fiscalizar para que o Estado da Bahia e o Nordeste não sejam prejudicados”. E deixou claro que é contra o discurso de que a liberação da posse de armas de fogo, proposta por Bolsonaro, vá contribuir para a redução da violência.

— Discordo que num país em que 60 mil jovens morrem por ano que a distribuição de armas vai resolver a questão da violência. Distribuir armas para a população é como dar açúcar para adoçar a boca de um diabético — concluiu o governador.

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