Guedes aprova relatório com alta no PIB; dados apontam o contrário

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Publicado quinta-feira, 16 de setembro de 2021 as 17:16, por: CdB

As previsões constam na grade de parâmetros da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgada nesta tarde. De acordo com a SPE, apesar do recuo de 0,1% do PIB no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, o crescimento interanual de 12,4% indicaria recuperação em relação ao vale da crise de 2020.

Por Redação – de Brasília

Embora analistas do mercado financeiro tenham reduzido suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para menos de 1%, o Ministério da Economia divulgou nesta quinta-feira, relatório que apenas revisa, marginalmente, a estimativa de 2,51% para 2,50%. Para este ano, o ministério segue esperando uma alta de 5,30% no PIB.

As previsões constam na grade de parâmetros da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgada nesta tarde. De acordo com a SPE, apesar do recuo de 0,1% do PIB no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, o crescimento interanual de 12,4% indicaria recuperação em relação ao vale da crise de 2020.

”O destaque do PIB pelo lado da oferta foi o desempenho dos serviços, com alta de 0,7% ante o trimestre anterior, com ajuste sazonal”, afirma o documento.

Juros

O ministério manteve ainda as projeções de crescimento da economia de 2023, 2024 e 2025 – todas em 2,50%. “Esperam-se efeitos positivos das reformas pró-mercado e do processo de consolidação fiscal”, acrescentou a SPE.

Na última edição do Focus, do Banco Central (BC), os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram uma alta de 5,04% para o PIB de 2021. Para 2022, a estimativa no boletim do BC é de crescimento de 1,72%, mas diversos analistas já passaram a projetar uma expansão de menos de 1% no próximo ano após o presidente do Banco, o economista Roberto Campos Neto, ter dito nesta semana que a instituição aumentará os juros até onde for necessário para conter a inflação.

O Ministério da Economia também revisou para cima sua projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021. A estimativa para a alta de preços neste ano passou de 5,90% para 7,90%. Para 2022, a projeção passou de 3,50% para 3,75%. De acordo com a SPE, a partir de 2023, a projeção converge para a meta: 3,25% em 2023 e 3,0% de 2024 em diante.

Projeção

Ainda segundo o último boletim Focus, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram que o IPCA deve acumular alta de 8,00% em 2021 e de 4,03%em 2022. Todas as projeções para a inflação em 2021 estão bem acima do centro da meta deste ano, de 3,75%, que tem uma margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,25% a 5,25%). No caso de 2022, a meta é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (2,00% a 5,00%).

O Ministério da Economia também atualizou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – utilizado para a correção do salário mínimo. De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta do indicador neste ano passou de 6,20% para 8,40%. Para 2022, a projeção passou de 3,42% para 3,80%.

Se essa projeção se confirmar e não houver mudança no cálculo, o reajuste do salário mínimo em 2022 também será maior que o estimado anteriormente. Hoje, o salário mínimo está em R$ 1.100. Com a nova previsão para o INPC no acumulado de 2021, o valor subiria para R$ 1.192,40 no ano que vem, acima da última proposta oficial do governo para o salário mínimo em 2022, divulgada em agosto, de R$ 1.169.

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