Indústria leva novo tombo e frustra previsões dos economistas mais experientes

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Publicado quinta-feira, 9 de janeiro de 2020 as 18:35, por: CdB

Em novembro, a produção industrial brasileira recuou 1,2% em relação a outubro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado anula parte da expansão acumulada de 2,2% entre agosto e outubro e é a leitura mais fraca desde a queda de 1,4% vista em março. Para meses de novembro, a queda foi a mais forte desde 2015, quando a indústria encolheu 1,9%.

 

Por Redação – do Rio de Janeiro

 

A indústria do Brasil vacilou em novembro e voltou a cair depois de três meses de alta, registrando o resultado mais fraco para o período em quatro anos, com perdas nas quatro grandes categorias econômicas.

O recuo de 0,3% em julho é o pior para o mês desde 2015 (-1,8%), enquanto o de 2,5% é o mais forte também para o mês desde 2016 (-6,1%).
O recuo em novembro é o pior para o mês desde 2015 (-1,8%) e perspectivas continuam ainda mais sombria para os próximos meses

Em novembro, a produção industrial brasileira recuou 1,2% em relação a outubro, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado anula parte da expansão acumulada de 2,2% entre agosto e outubro e é a leitura mais fraca desde a queda de 1,4% vista em março. Para meses de novembro, a queda foi a mais forte desde 2015, quando a indústria encolheu 1,9%.

— A queda verificada em novembro eliminou uma parte importante do crescimento atingido nos meses anteriores — disse o gerente da pesquisa, André Macedo, em nota.

Resultado pior

Na comparação com novembro de 2018, houve queda de 1,7%, interrompendo dois meses de resultados positivos consecutivos. No acumulado do ano, o setor apresenta perda de 1,1%. Ambos os resultados foram piores que as expectativas em pesquisa da agência inglesa de notícias Reuters com economistas, de quedas de 0,6% na variação mensal e de 0,8% na base anual, segundo a mediana das projeções.

Entre as categorias econômicas, a maior queda foi registrada por bens de consumo duráveis, de 2,4%, influenciada principalmente pela menor produção de automóveis.

— Mas é comum que a produção de automóveis seja elevada nos meses de setembro e outubro e reduza no final do ano, por conta das férias coletivas — explicou Macedo.

Nova queda

A produção de bens intermediários caiu 1,5%, a de bens de capital teve queda de 1,3% e a de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 0,5%. Entre as atividades pesquisadas, 16 das 26 apresentaram queda, sendo as principais influências negativas produtos alimentícios (-3,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,4%) e indústrias extrativas (-1,7%).

— O crescimento (em alimentos) vinha sendo alavancado pelo aumento nas exportações de carne e da produção de açúcar. A carne continua em expansão, mas o açúcar tem uma volatilidade maior, tanto por conta de condições climáticas quanto em função da demanda por etanol — acrescentou Macedo.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostra que o mercado vê recuo de 0,73% na produção industrial em 2019, com o Produto Interno Bruto avançando 1,17%. Em 2020 a expectativa é de recuperação do setor industrial para uma alta de 2,19%.

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