Magnata de Hong Kong é condenado a 13 meses de prisão

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Publicado segunda-feira, 13 de dezembro de 2021 as 13:55, por: CdB

 

Lai já estava preso por conta de seu apoio a outros atos públicos não autorizados pelo governo e, por meio de uma carta divulgada por seu advogado, Robert Pang, afirmou que “se celebrar aqueles que foram mortos pela Justiça é um crime, então me punam por isso e deixem-se compartilhar o peso da glória daqueles jovens homens e mulheres que deram seu sangue em 4 de junho de 1989”. 

Por Redação, com ANSA – de Hong Kong

A Corte Distrital de Hong Kong condenou o magnata pró-democracia Jimmy Lai a 13 meses de prisão por ser um dos organizadores e incentivadores da vigília realizada em 2020 pelas vítimas do massacre da Praça da Paz Celestial (Praça Tiananmen), na China, anunciou o tribunal nesta segunda-feira.

Jimmy Lai recebeu mais uma condenação por organizar atos ‘ilegais’

Além de Lai, outros sete opositores chineses foram condenados com penas entre quatro e 14 meses de detenção por “organizar, participar ou incentivar” da manifestação de 4 de junho do ano passado.

Entre os punidos, estão o advogado de direitos humanos Chow Hang-tung, os ex-deputados Leung Yiu-Chung e Wu Chi-wai e a ativista Gwyneth Ho.

A vigília era organizada anualmente desde 1990 e lembrava do massacre ocorrido um ano antes que, até hoje, não tem o número de vítimas conhecido – alguns falam em centenas, outros em milhares.

Protestos contra o governo de Pequim

No entanto, em 2020 e também em 2021, as autoridades locais vetaram a manifestação por conta das regras sanitárias anticovid. Mas, os ativistas viram as proibições como mais uma forma da China de impedir protestos contra o governo de Pequim.

Ao todo, 24 pessoas já foram processadas por conta da vigília.

Lai já estava preso por conta de seu apoio a outros atos públicos não autorizados pelo governo e, por meio de uma carta divulgada por seu advogado, Robert Pang, afirmou que “se celebrar aqueles que foram mortos pela Justiça é um crime, então me punam por isso e deixem-se compartilhar o peso da glória daqueles jovens homens e mulheres que deram seu sangue em 4 de junho de 1989”.

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