A menoridade do conhecimento se manifesta no Sul

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Publicado sexta-feira, 30 de março de 2018 as 13:11, por: CdB

E aí é onde vem a preocupação maior: significa que eles não se acham no controle. E, se eles não se acham no controle, daí pode advir duas reações.

 

Por Maria Fernanda Arruda – de Curitiba

 

De fato, estão todos assustado com o demônio que conseguiram acordar rugindo, unicamente pra destruir Lula, mas que os está devorando também. A coroa do esquema retrógrado anda sendo disputada pela “senadora” Ana Amélia, um sinal do terrorismo clássico da extrema direita, que ensaia uma saída do envelhecido armário! Este terrorismo que sempre sequestrou, torturou, assassinou lideranças e passivos inocentes em nome do arbítrio…

A colunista do Correio do Brasil, enviada especial a Curitiba, cumprimenta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com um abraço
A colunista do Correio do Brasil, enviada especial a Curitiba, cumprimenta o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com um abraço

 

E aí é onde vem a preocupação maior: significa que eles não se acham no controle. E, se eles não se acham no controle, daí pode advir duas reações: um endurecimento, fazendo de algum louco o timoneiro, como fez a elite alemã em 1933, ou pior ainda: vão ficar batendo cabeça e o país afundando até algum grau, em que seu soerguimento seja extremamente penoso, senão pouco possível.

Este trecho do Silvio Romero, publicado em 1908, é de uma atualidade impressionante, pelo que ora passamos. E o pior de tudo: tende a se acentuar:

(…) restauração da monarchia e até ditadura militar, reclamada em altas vozes das columnas de vários jornaes(…) Houve até político, litterato, jornalista, tido na conta de grande sabedor, que, com todo o desembaraço nos aconselhou a renuncia da independência e a submissão ao protectorado dos Estados Unidos… Tanto é profunda a incapacidade desses levianos directores da opinião brazileira!
Lamenta-se este ciclo da criminalização da política, para excluir a política do cotidiano da cidadania, devidamente distante da representação, esta sim corroída, corrompida…

E por falar em candidatos…

O lançamento de candidaturas majoritárias no primeiro turno está amparado na legislação eleitoral, nem tão democrática. Seria, se este golpe parlamentar não liquidasse o processo e o debate!
No entanto, num momento de polarização política entre os grupos progressistas e conservadores, essa decisão deve ser tomada no âmbito de um planejamento estratégico.

Ou seja, pulverizar os movimentos do campo progressista, num momento de forte rearticulação dos conservadores, pode ser a encomenda para que cheguem no segundo turno, dois candidatos neoliberais, sem contrapontos ao golpe parlamentar, midiático e judicial.

Assim, a decisão sobre lançamento de candidaturas dever ser feita de forma serena, sem mistificações, sem teorias conspiratórias, enfim, analisando estrategicamente o quadro do golpe e todo o seu espectro político/ideológico, para a partir disso, definir qual a tática no enfrentamento contra o golpe, com candidatura(s) em movimento mais conveniente(s) para revogar todos os atos retrógrados estabelecidos no município, estado e no país.

Ordenamento jurídico

Peculiaridades a parte do STF, os meios de comunicação e os ditos comentaristas políticos são os grandes responsáveis por essa triste e falsa polarização da população brasileira.

Tudo pra manter uma disputa política iniciada no impeachment; sem fundamento legal e efetivada em reformas se consulta previa à cidadania passiva, distante e amortecida.

Deveriam instruir a população brasileira e mostrar que a constituição de 88, a chamada cidadã, fez uma mudança no ordenamento jurídico nacional, ao estabelecer, de forma cristalina no seu artigo 5, inciso LVII:

“ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória “; até agora letra morta para os Rafael Bragas ou Luis Inácio Lulas da Silva.

Nada mais cristalino

As ameaças ao Lula ou ao Fachin merecem tratamentos diferenciados do mercado de notícias; sempre diferenciado, em função das grades publicitárias. Sem esquecer, como eram as veladas ameaças consumadas ao Teori Zavascki; que garantiu o ingresso de um voto estancado, com a indicação de Alexandre de Moraes. E os Mervais Pereiras da vida confundindo nossa pobre população.

Hoje Curitiba é o centro deste debate, diluído de projetos, entre balas e pedras; para um país que merece restabelecer a trilha da transição para a democracia. Para o desenvolvimento econômico, social; cultural e político, sustentado em nossas riquezas naturais e humanas, sempre inclusivas! Como diz, o Boulos, com unidade da esquerda, dos progressistas podemos derrotar o golpe…

Temos dois projetos! Em qual você se insere?

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