México diz que investigações dos EUA sobre aço não impactam acordo

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Publicado terça-feira, 9 de julho de 2019 as 14:00, por: CdB

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse nesta terça-feira que uma investigação sobre aço estrutural fabricado no México não afeta um novo pacto comercial norte-americano.

Por Redação, com Reuters – da Cidade do México

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse nesta terça-feira que uma investigação sobre aço estrutural fabricado no México não afeta um novo pacto comercial norte-americano e não tem relação com ameaças tarifárias anteriores do presidente norte-americano, Donald Trump.

Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador

López Obrador disse que se reunirá com os membros do gabinete no final do dia para discutir o assunto.

Na segunda-feira, o governo dos EUA disse que os produtores norte-americanos estavam sendo prejudicados pelas importações de aço estrutural fabricado da China e do México, e que instruiria a agência alfandegária a recolher depósitos em dinheiro dos importadores desse tipo de aço.

Direitos humanos

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, lançou na segunda-feira uma comissão para reexaminar o papel dos direitos humanos na política externa dos Estados Unidos, o que alguns parlamentares e ativistas temem ser uma medida para minimizar os direitos sobre gays e aborto.

Pompeo nomeou Mary Ann Glendon, professora da Escola de Direito de Harvard e ex-embaixadora dos EUA no Vaticano, para comandar a Comissão de Direitos Inalienáveis, composta por 10 membros. O órgão será formado por especialistas e ativistas de direitos humanos de todo o espectro político, disse ele.

Pompeo, que não respondeu a perguntas dos repórteres, disse que instituições internacionais criadas para defender os direitos humanos se desviaram de sua missão.

As reivindicações

– Como as reivindicações de direitos humanos proliferaram, algumas reivindicações se tensionaram com outras, provocando dúvidas e choques sobre quais direitos podem esperar ganhar respeito – disse. “Estados-nação e instituições internacionais continuam confusos sobre as respectivas responsabilidades quanto aos direitos humanos.”

– É a hora certa para uma revisão ponderada do papel dos direitos humanos na política externa norte-americana.

Grupos de ativistas criticam o governo Trump por não fazer dos direitos humanos uma prioridade de sua política externa. Críticos dizem que isso envia a mensagem de que a gestão faz vista grossa para abusos de direitos humanos em países aliados como Arábia Saudita, Brasil e Egito.

– Esta politização dos direitos humanos,… no que parece uma tentativa de fomentar políticas odiosas visando mulheres e pessoas LGBTQ, é vergonhosa – disse Joanne Lin, diretora nacional de assuntos de proteção e de governo da Anistia Internacional nos EUA, em um comunicado.

Depois de ser apresentada por Pompeo, Mary Ann disse que a comissão “fará o melhor para cumprir suas ordens de partida e fazê-lo de maneira que o auxilie em sua difícil tarefa de transmutar princípio em diretriz”.

ONU

O governo Trump intensificou sua iniciativa antiaborto na Organização das Nações Unidas (ONU) desde que cortou o financiamento ao Fundo de População da ONU em 2017 porque este apoia ou participa de “um programa de aborto coercitivo ou de esterilização involuntária”. A ONU disse se tratar de uma percepção inexata.

Em abril, uma ameaça dos EUA de vetar uma ação do Conselho de Segurança da ONU contra a violência sexual em conflitos foi evitada depois que uma frase com que se havia concordado há tempos foi retirada porque a gestão Trump a via como um código para o aborto, disseram diplomatas.

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