Novas evidências elevam chances de terceira denúncia contra Temer

Arquivado em: Brasil, Últimas Notícias
Publicado domingo, 6 de maio de 2018 as 15:26, por: CdB

O depoimento de emissário que entregava pacotes de dinheiro endereçados a Temer aciona a PGR.

 

Por Redação – de Brasília

 

O depoimento do policial militar Abel de Queiroz, que relata duas entregas de pacotes com dinheiro vivo no escritório do advogado José Yunes, amigo próximo do presidente de facto, Michel Temer (MDB), entre 2013 e 2015, reforça a tese em curso na Procuradoria Geral da República (PGR) de uma nova terceira denúncia contra o emedebista, conforme apurou a reportagem do Correio do Brasil, neste domingo.

Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios muito bem sucedidos
Temer e Yunes declaram-se amigos de longa data e dividem um histórico de negócios

Apesar do sigilo nas investigações, o depoimento prestado à Polícia Federal (PF) em 28 de março foi vazado para um dos diários conservadores paulistanos. Segundo ficha policial, o PM trabalhava como motorista da Transnacional. Trata-se de uma firma de transporte de valores; contratada por empresas alvos da operação Lava Jato, entre elas a Odebrecht, para a entrega de propinas aos corruptos.

Queiroz falou como testemunha no inquérito que apura pagamentos, pela empreiteira, de R$ 10 milhões a campanhas do MDB; supostamente acertados com Temer no Palácio do Jaburu, em 2014. Os investigadores estiveram no escritório de Nunes com Queiroz, que disse ter estado lá em pelo menos duas oportunidades.

As respostas

Advogado de Yunes, José Luís de Oliveira Lima disse, em nota, que seu cliente, “com mais de 50 anos de advocacia, jamais se prestou a desempenhar o papel de intermediário”.

Já o advogado de Temer, Brian Alves Prado, afirmou que a defesa do presidente não teve acesso ao depoimento. E não iria, portanto, pronunciar-se acerca do assunto.

Em fevereiro do ano passado, Temer já admitira, em comunicado, que pediu “auxílio formal e oficial” à Odebrecht na campanha de 2014. Ressaltou, contudo, que não autorizou ou solicitou que “nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral”.

Representantes da Transnacional, por fim, não foram encontrados.

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