Polícia cumpre mandados de busca e apreensão de armas vendidas irregularmente

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Publicado quarta-feira, 22 de maio de 2019 as 14:56, por: CdB

As investigações sobre a venda clandestina começaram a partir da prisão de um médico, em março desse ano, em Pedro do Rio, Barra Mansa, acusado de repassar armas depois de conseguir autorização para a posse. A operação terminou na manhã desta quarta-feira.

Por Redação, com ACS – de Rio de Janeiro

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL), por meio da 106ª DP (Itaipava), realizou uma operação na manhã desta quarta-feira, na Barra da Tijuca e em Cachoeiras de Macacu, para cumprir mandados de busca e apreensão de armas e munições vendidas irregularmente. No primeiro endereço, foram encontradas duas armas, uma delas raspada. Em Cachoeiras de Macacu uma arma foi apreendida. Os agentes também foram a um endereço no Centro do Rio, porém nada foi encontrado.

Delegacia de Itaipava cumpre mandados de busca e apreensão de armas e munições vendidas irregularmente

Dois homens foram presos em flagrante. Um deles vai responder por posse de arma de fogo de calibre restrito com numeração raspada e o outro por posse de arma de fogo de calibre permitido.

As investigações sobre a venda clandestina começaram a partir da prisão de um médico, em março desse ano, em Pedro do Rio, Barra Mansa, acusado de repassar armas depois de conseguir autorização para a posse. A operação terminou na manhã desta quarta-feira.

São João de Meriti

Policiais da 64ª DP (São João de Meriti) prenderam, nesta quarta-feira,, nas proximidades da estação de trem de São João de Meriti, após troca de informações com agentes da Secretaria de Ordem Urbana, Renato Moreira Gomes, conhecido como “Renatinho” e Gabriel de Melo Diniz, conhecido como “Bujão”, integrantes da “Gang do Perfume”.

A ação foi deflagrada quando a quadrilha aplicava o golpe contra uma mulher que, após ter inalado o produto borrifado, foi socorrida para a UPA de Coelho Neto. A substância ainda será determinada através de exame pericial.

De acordo com os agentes as vítimas são abordadas pelos autores através de uma suposta venda de perfumes que, na verdade, contém outros produtos químicos. Eles então borrifam o produto nos rostos das vítimas tornando-as alvos fáceis.

O crime é capitulado pelo código penal como roubo cometido através de violência imprópria e se caracteriza como dito, quando o autor por qualquer meio, reduz à impossibilidade de resistência.

Gabriel já tem passagem por roubo quando ainda era adolescente e contra ele havia um mandado de busca e apreensão pelo mesmo crime.

A investigação continua a fim de identificar o terceiro suspeito que fugiu do local com a chegada dos policiais.

Homicídios dolosos

Pelo quarto mês seguido, os crimes contra a vida apresentaram queda no estado quando comparados com o mesmo período do ano passado. Em abril deste ano foram registradas 356 vítimas de homicídio doloso no estado, uma redução de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, este foi o menor número para o mês nos últimos quatro anos. Na comparação trimestral (fevereiro, março e abril), a queda foi de 28%.

O indicador letalidade violenta (homicídio doloso, roubo seguido de morte, lesão corporal seguido de morte e morte por intervenção de agente do Estado) também diminuiu em relação a abril do ano anterior, foram 593 vítimas em abril de 2018 e 492 no mesmo mês de 2019.

Na comparação trimestral, a redução foi de 19%. Os roubos seguidos de morte (latrocínio)registraram queda de três vítimas em abril deste ano quando comparado com o mesmo período do ano passado (11 em 2019 e 14 em 2018). Na comparação trimestral, a queda foi de 45%.

Já as mortes por intervenção de agente do Estado apresentaram um aumento de 23% em relação a abril de 2018, em relação a março deste ano, houve queda de 4% – as mortes por intervenção de agente do Estado vêm caindo mês a mês desde o começo do ano: em janeiro foram 160 mortes, em fevereiro foram 145, em março, 129 mortes e, em abril, 124.

Nos quatro primeiros meses de 2019, as polícias Civil e Militar apreenderam 2.904 armas no estado, ou seja, 24 armas de fogo foram tiradas das ruas por dia. Outro número expressivo foi o de apreensão de fuzis: 241. Ou seja, dois fuzis foram tirados das mãos dos criminosos por dia este ano. Quando consideramos o acumulado dos quatro primeiros meses, as apreensões de fuzis de 2019 foram as maiores dos últimos 12 anos.

Os crimes contra o patrimônio como roubos de cargas e de veículos também continuaram apresentando queda em abril. Em abril de 2019, 667 cargas foram roubadas no estado, uma redução de 25% quando comparado com o mesmo período de 2018, na comparação trimestral (fevereiro, março e abril), a redução foi de 24%. Os roubos de veículos apresentaram uma diminuição de 19% em abril em relação ao mesmo mês de 2018 (3.755 em 2019 e 4.656 em 2018), na comparação trimestral, a queda foi de 25%.

Os roubos de rua (roubo a transeunte, roubo em coletivo e roubo de aparelho celular) continuaram estáveis em relação a abril do ano passado, porém, em relação a março deste ano, a queda foi de 7%.

Na comparação trimestral (fevereiro, março e abril) de 2019, a Área Integrada de Segurança Pública (AISP) 16 (Olaria e adjacências) registrou a maior diminuição em roubo de carga quando comparado com o mesmo período do ano passado. Na Baixada Fluminense, a AISP 20 (Nova Iguaçu, Mesquita e Nilópolis) apresentou a maior queda em letalidade violenta e roubo de veículo. E a AISP 12 (Niterói e Maricá) teve a maior diminuição de roubo de rua no estado.

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública são referentes aos Registros de Ocorrência (ROs) lavrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante o mês de abril.

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