Rio: perícia trabalha com hipótese de curto-circuito como causa de incêndio

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Publicado sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019 as 14:01, por: CdB

Os atletas estavam alojados em um container e seriam transferidos na semana que vem para acomodações mais modernas.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

A perícia trabalha com a hipótese de um curto-circuito em um dos aparelhos de ar-condicionado como a principal causa para o incêndio em um dos alojamentos do Centro de Treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, que matou 10 pessoas e feriu três, na madrugada desta sexta-feira.

A perícia trabalha com a hipótese de um curto-circuito em um dos aparelhos de ar-condicionado

– É muito cedo para dizer se foi por causa da rede que deu pico, se foi por causa do aparelho de ar-condicionado ou se foi a rede interna daqui – disse o vice-governador do Rio, Claudio Bonfim.

Segundo ele, os bombeiros foram chamados às 5h14, saíram do quartel às 5h17 e chegaram ao Ninho do Urubu, às 5h38. O fogo já estava controlado às 6h30.

De acordo com Claudio Bonfim, a perícia está sendo finalizada e quatro corpos já seguiram para o Instituo Médico-Legal (IML), no Centro do Rio. Entre os mortos, há atletas e funcionários do clube. Todos estão carbonizados o que dificultará a identificação.

– Vai depender do DNA ou se há outras formas de reconhecimento – disse o vice-governador.

Ele adiantou que existe a preocupação de trazer as famílias das vítimas para a cidade, já que muitas moram foram do estado. Para isso, as companhias aéreas estão sendo procuradas.

Os atletas estavam alojados em um container e seriam transferidos na semana que vem para acomodações mais modernas.

Atleta

O médico Felipe Leite, que conduziu um procedimento cirúrgico no jovem Jonathan Cruz Ventura, de 15 anos, disse que o rapaz teve 30% a 35% do corpo queimado. Os ferimentos se concentram  nos membros superiores, pescoço, dorso do tórax e face.

– A cirurgia não é de uma complexidade muito grande agora. Neste primeiro momento, faz-se uma limpeza da ferida, tira a pele que está morta e simplesmente dá uma primeira proteção àquela pele que não tem mais proteção nenhuma – explicou o médico.

Jonathan foi transferido para o Hospital Pedro II, em Santa Cruz, onde há um Centro de Tratamento de Queimados. A secretária municipal de Saúde, Beatriz Busch, avaliou que seu caso é o mais grave entre os feridos que foram atendidos.

– As proximas 48 horas são vitais para esse acompanhamento e o nosso prognóstico – disse ela.

Com ferimentos menos graves que Jonathan, Cauan Emanuel Gomes Nunes, de 14 anos, e Francisco Diogo Bento Alves, de 15, foram transferidos para um hospital particular da zona oeste a pedido do Flamengo.

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