Rodrigo Maia dispara ‘fogo amigo’ e aponta que base de Temer é desarticulada

Arquivado em: Política, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 6 de junho de 2018 as 20:22, por: CdB

Ainda segundo Rodrigo Maia, “a articulação não parte da Secretaria de Governo do governo. Quem tem comandado são os líderes comigo e com a equipe econômica”.

 

Por Redação – de Brasília

Presidente da Câmara e pré-candidato ao Planalto, Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que a base do governo Michel Temer está desarticulada. E disparou também na direção da Secretaria de Governo, responsável pela articulação política. A pasta está sob o comando do deputado Carlos Marun (MDB=MS), que não consegue viabilizar a votação de projetos de interesse do governo.

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) reclama da pressão do Planalto sobre o Congresso
Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) reclama da pressão do Planalto sobre o Congresso

— Toda a minha articulação é em conjunto com a equipe econômica do governo. A base está desorganizada, o governo está desarticulado e isso atrapalha o nosso trabalho (no Congresso). Mas o esforço é permanente — disse Maia, a jornalistas.

Na PGR

Ainda segundo o presidente da Câmara, “a articulação não parte da Secretaria de Governo do governo. Quem tem comandado são os líderes comigo e com a equipe econômica”.

— O Brasil vive crises. São momentos de tensão e volta à normalidade. Isso tem acontecido desde o ano passado — acrescentou Maia.

Segundo o parlamentar, a desarticulação teria começado no ano passado; na esteira das crises geradas pelas duas denúncias contra Temer. O processo foi formulado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Maia aponta, ainda, a falta de resposta imediata no locaute dos caminhoneiros.

Agenda

O parlamentar também disparou contra a iniciativa do governo em apresentar, em fevereiro, uma série de medidas econômicas que estavam em tramitação no Congresso; após desistir de botar a reforma da Previdência.

— Primeiro, a agenda das 12 medidas não é do governo. Essa agenda foi construída pelo Congresso. A maioria dos temas foi uma articulação minha com o presidente (do Senado) Eunício Oliveira (MDB-CE). Escrevemos, o governo pegou o papel e anunciou pela vontade de ter uma agenda depois de não ter votos para aprovar a reforma da Previdência — concluiu.

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