Serviço Secreto reabre área perto da Casa Branca após carro suspeito

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Publicado quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018 as 14:12, por: CdB

Dois quarteirões foram reabertos para o trânsito, informou o Serviço Secreto no Twitter, mas áreas perto da Casa Branca permanecem fechadas para pedestres

Por Redação, com Reuters – de Washington:

O Serviço Secreto dos Estados Unidos reabriu ruas ao redor da Casa Branca e permitiu que funcionários retornassem a um prédio esvaziado nesta quarta-feira, depois que autoridades verificaram um veículo suspeito estacionado perto do complexo.

Autoridades de segurança são vistas perto da Casa Branca após identificação de carro suspeito, em Washington

Dois quarteirões foram reabertos para o trânsito, informou o Serviço Secreto no Twitter, mas áreas perto da Casa Branca permanecem fechadas para pedestres.

Autoridades haviam impedido funcionários federais de entrarem em um dos prédios do complexo e retirado pedestres da calçada; depois que um veículo suspeito foi identificado. Ao menos uma dezena de veículos de emergência foi acionada para a área.

Cerca de 100 funcionários da Casa Branca foram mantidos em um estacionamento; antes das autoridades permitirem a entrada de alguns deles na Casa Branca. Mais tarde, o Serviço Secreto permitiu; que os demais funcionários voltasse ao trabalho na Casa Branca e no outro edifício.

Sobreviventes de massacre

Estudantes ativistas da escola de ensino secundário do Estado norte-americano da Flórida na qual 17 alunos e funcionários foram baleados e mortos iniciaram uma marcha à capital estadual; Tallahassee, nesta quarta-feira, onde devem se reunir com parlamentares e pedir que armas de assalto sejam proibidas.

O mais recente massacre a tiros em uma escola dos Estados Unidos inflamou um debate nacional já antigo sobre o controle de armas. Os alunos da escola Marjory Stoneman Douglas de Parkland, na Flórida; emergiram como os novos rostos do movimento de controle de armas.

– Estamos aqui para pedir mudanças, e temos confiança de que a mudança acontecerá – disse Noah Kaufman, de 16 anos. “Conhecemos as questões, e sabemos quem está conosco e quem não está.” 

Nikolas Cruz, ex-aluno de 19 anos expulso por problemas disciplinares; recebeu 17 acusações de assassinato premeditado no segundo maior massacre a tiros em uma escola dos EUA. Ele estava armado com um rifle de assalto semiautomático estilo AR-15 que comprou legalmente de um vendedor de armas autorizado no ano passado, disseram autoridades.

Violência

Portando cartazes com o slogan #NuncaMais, cerca de 100 estudantes da escola Douglas foram à capital do Estado; onde na terça-feira a assembleia legislativa de maioria republicana rejeitou um pedido de um projeto de lei proibindo a venda de rifles semelhantes aos de assalto.

Mas o senador estadual Bill Galvan, cotado como o próximo presidente da Casa local, sinalizou uma possibilidade de mudança pedindo um projeto de lei; que eleve de 18 para 21 a idade legal para a compra de rifles de assalto, assim como se exige para armas de mão. A atual sessão parlamentar termina em 9 de março; o que deixa tempo suficiente para uma votação

O presidente dos EUA, Donald Trump, um grande defensor do direito às armas; deve realizar uma “sessão de consulta” com alunos e professores do ensino secundário na Casa Branca nesta quarta-feira.

– Esta não é uma questão democrata ou republicana, é uma questão de vida – disse Kaufman. Muitos membros do grupo disseram ter passado a noite pesquisando a legislação e escrevendo discursos.

Protesto

O movimento de protesto liderado por jovens, que emergiu horas após o massacre; atraiu o apoio de grandes celebridades na terça-feira. O ator George Clooney, o diretor Steven Spielberg e a magnata midiática Oprah Winfrey doaram US$ 500 mil cada um para ajudar a financiar uma marcha que acontecerá em Washington.

Também na terça-feira Trump disse que assinou um memorando instruindo o secretário de Justiça a criar regulamentações proibindo dispositivos que transformam armas de fogo em metralhadoras.

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