STF autoriza investigação e Aécio Neves passa à condição de réu

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Publicado terça-feira, 17 de abril de 2018 as 16:49, por: CdB

O relatório do ministro Marco Aurelio Mello foi favorável a que sejam apuradas denúncias contra o senador tucano, Aécio Neves.

 

Por Redação – de Brasília

 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) transformou o senador Aécio Neves (PSDB-MG) em réu, nesta terça-feira, no processo por crimes de corrupção passiva e obstrução à justiça. O relatório do ministro Marco Aurelio Mello foi favorável a que o candidato ao Planalto, em 2014, derrotado pela presidenta deposta, Dilma Rousseff (PT), seja investigado.

Aécio Neves responderá, na condição de réu, por crimes de corrupção e obstrução de Justiça
Aécio Neves responderá no STF, na condição de réu, por crimes de corrupção e obstrução de Justiça

Com os votos dos demais integrantes da Turma, o tucano se tornou réu pela primeira vez no Supremo. O tucano é acusado pelo Ministério Público de ter usado o cargo para defender interesses da J&F em troca do recebimento de propina.

Aécio teve uma conversa interceptada na qual pedia R$ 2 milhões a Joesley Batista. O dono do grupo fez delação premiada. Posteriormente, a quantia exigida pelo senador foi entregue a um primo dele. A ação foi acompanhada, passo a passo, pela Polícia Federal; com autorização do STF.

Réu no processo

O senador nega as acusações e afirma ter sido vítima de uma armação montada por Joesley. O tucano desgastou-se politicamente com o envolvimento no caso. Segundo lugar na eleição presidencial de 2014, Aécio chegou a ser afastado do cargo de senador. Ele também foi aconselhado a deixar o comando do PSDB. Atualmente, é alvo de nove inquéritos no STF.

A denúncia contra Aécio, apresentada em junho do ano passado, é a primeira que vai a apreciação pelo Supremo a partir da delação de executivos da J&F. Anteriormente, as duas acusações criminais feitas pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer não chegaram a ser votadas pelo STF. A Câmara dos Deputados não autorizou o julgamento sobre recebimento delas pela corte.

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