Suposta facada em Bolsonaro ganha novo contorno com possível perdão a Adélio Bispo

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Publicado domingo, 10 de novembro de 2019 as 16:05, por: CdB

A suposta facada permitiu que Bolsonaro se ausentasse dos debates e evitou o desgaste do enfrentamento que poderia lhe custar a eleição. Caso Adélio seja indultado, o caso fica ainda mais obscuro.

 

Por Redação – de Brasília

 

Alvo de um suposto atentado durante a campanha eleitoral, no ano passado, o hoje mandatário Jair Bolsonaro (PSL) cogita, agora, o perdão presidencial ao provável agressor, Adélio Bispo. A informação foi vazada, neste domingo, a um dos diários conservadores cariocas.

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Bolsonaro teria perguntado a assessores próximos se deveria, ou não, libertar o autor confesso, hoje considerado inimputável. “Mais surpreendente do que o pedido de conselho foi a sua motivação: a uma delas, confidenciou que está pensando em visitá-lo na cadeia”, diz o colunista do jornal O Globo Lauro Jardim.

A suposta facada permitiu que Bolsonaro se ausentasse dos debates e evitou o desgaste do enfrentamento que poderia lhe custar a eleição. Caso Adélio seja indultado, o caso fica ainda mais obscuro.

Propina

Da mesma forma, o possível envolvimento da família Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, ganhou um novo contorno nesta manhã. O delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa foi citado como suspeito, segundo relatório da Polícia Federal (PF), de receber propina no valor de R$ 400 mil para obstruir as investigações e impedir, assim, que os milicianos, autores dos assassinatos, fossem descobertos.

Barbosa, que já chefiou a Polícia Civil do Rio, é citado em uma conversa telefônica como recebedor de propina, como consta no relatório da PF sobre o duplo assassinato de 18 de março de 2018, do qual são acusados os milicianos Ronnie Lessa e  Elcio Queiroz.

“Foram trazidas suspeitas de suposta corrupção envolvendo servidores da Delegacia de Homicídios (DH), especificamente sobre o então chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, e servidores a ele relacionados, notadamente chefes da equipe de investigação da Delegacia de Homicídios”, afirmou o delegado federal Leandro Almada, em documento enviado no último dia 2 de maio ao MP-RJ.

Gravação

Foi também acrescido ao inquérito que investiga o crime, o fato de o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro apresentar uma falsa perícia, apresentada em apenas duas horas e meia, para desmentir o porteiro que sustentara que Elcio Queiroz. Trata-se do motorista que transportou o carro que matou Marielle, pediu inicialmente a casa de Jair Bolsonaro.

O Grupo teria vazado depoimentos que, flagrantemente, defendem o presidente Jair Bolsonaro e seus filhos; além de não ter solicitado o equipamento de telefonia do condomínio para perícia.

Com base apenas nos vídeos divulgados pelo filho 02, o Carlos Bolsonaro, divulgados no Twitter, peritos contatados pela revista Piauí, de propriedade do grupo empresarial que edita o diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo constataram adulteração nos registros de áudios.

O segundo vídeo divulgado por 02, com áudios de chamadas feitas para a casa 58 (de Jair Bolsonaro) e 36 (de Carlos), é inconclusivo, segundo o perito, porque Carlos editou os trechos iniciais dos áudios, e a duração não confere com a que consta no nome dos arquivos.