UE: Google, Facebook, Twitter têm de fazer mais para combater fake news

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Publicado terça-feira, 23 de abril de 2019 as 10:35, por: CdB

Os relatórios mensais seguem um compromisso feito pelos gigantes da tecnologia e órgãos comerciais de publicidade em outubro do ano passado, para combater a disseminação de notícias falsas e evitar regulamentações mais pesadas.

Por Redação, com Reuters – de Bruxelas/Paris

Google, Facebook e Twitter precisam fazer mais para lidar com notícias falsas antes das eleições para o Parlamento europeu no próximo mês, disse a Comissão Europeia esta terça-feira, depois do relatório mais recente do grupo ter mostrado falta de progressos em algumas áreas.

Google, Facebook, Twitter têm de fazer mais para combater fake news, diz UE

Os relatórios mensais seguem um compromisso feito pelos gigantes da tecnologia e órgãos comerciais de publicidade em outubro do ano passado, para combater a disseminação de notícias falsas e evitar regulamentações mais pesadas.

A UE alertou para a interferência estrangeira durante a campanha para as eleições para o Parlamento Europeu e para as eleições nacionais na Bélgica, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Grécia, Polônia, Portugal e Ucrânia nos próximos meses.

– Mais aperfeiçoamentos técnicos, bem como a partilha de metodologias e conjuntos de dados para contas falsas, são necessários para permitir que especialistas, verificadores de fatos e pesquisadores realizem avaliações independentes – disse o órgão executivo da UE.

A Comissão disse que o Google não avançou suficientemente na definição de publicidade baseada em ativismo. O relatório cobriu as ações tomadas pelas empresas em março.

O Facebook, que derrubou oito redes coordenadas de fake news originárias da Macedônia do Norte, Kosovo e Rússia, não revelou se estas redes afetaram internautas da UE.

Já o Twitter não forneceu detalhes sobre suas medidas contra spam e contas falsas e também não informou sobre qualquer ação para melhorar a análise dos canais de anúncios.

Amazon

A Amazon e o Casino estão expandindo parceria, com a gigante norte-americana do comércio eletrônico instalando armários de retirada de produtos em lojas da parceira e disponibilizando mais produtos do grupo francês de varejo em suas operações online.

A estratégia, que acompanha uma cooperação inicial entre a rede Monoprix do Casino com a Amazon em Paris, pode retomar especulações sobre um acordo maior entre os grupos mais adiante.

No Brasil, o Casino é controlador do grupo GPA, das bandeiras Extra e Pão de Açúcar. O GPA, por sua vez, detém o grupo de móveis e eletrodomésticos Via Varejo, que está à venda. A Amazon, recentemente iniciou operações de vendas de produtos próprios no Brasil.

Uma porta-voz da Amazon afirmou que a empresa tem como política não comentar especulações de mercado. A compra da rede norte-americana de varejo físico Whole Foods Market pela Amazon no ano passado criou rumores de que a empresa de comércio eletrônico poderia comprar um varejista de alimentos na Europa.

A ampliação da parceria com a Amazon acontece em um momento em que o Casino está vendendo ativos e reduzindo dívida para amenizar preocupações de investidores sobre sua situação financeira e da controladora Rallye.

O acordo, revelado nesta terça-feira, permitirá à Amazon instalar armários em 1.000 lojas do grupo Casino na França, em bandeiras como Monoprix, Monop, Geant, Hyper Casino, Casino Supermarche, Leaderprice, Viva e Spar até o final do ano. Os armários guardam produtos comprados na Amazon que podem ser retirados pelos consumidores.

Tina Schuler, presidente-executiva da LeaderPrice, Casino Supermarches, Geant Casino e Casino Proximites, afirmou em teleconferência que o acordo, cujos termos financeiros não foram revelados, vai ajudar o Casino a “ampliar o tráfego de clientes e receitas de comércio eletrônico e varejo físico”.

Para a Amazon, o interesse é “a densa rede de lojas do Casino, que é uma força real”, disse a executiva.

Cerca de 3, 5 mil produtos da marca própria do Casino serão disponibilizados na Amazon e o grupo norte-americano e a Monoprix vão ampliar parceria no serviço de entrega de encomendas Prime Now, da Amazon, para novas cidades fora de Paris nos próximos 12 meses.

– Esta cooperação deverá ajudar o Casino a ampliar sua pegada no comércio eletrônico, como parte de objetivo da companhia de gerar receita de 1 bilhão de euros com a venda online de produtos de mercearia – disse Gregoire Laverne, gestor da Roche Brune Asset Management.

Mais cedo nesta semana, o Casino anunciou que vai vender 12 hipermercados e 20 supermercados para a Apollo Global Management, em um acordo avaliado em até 470 milhões de euros.

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