Os militares e a tortura do arrependimento

Por Celso Lungaretti – Sob a batuta do então tenente Aílton Joaquim, atiraram-me numa solitária imunda e desfecharam uma temporada de torturas extemporânea e que deu péssimos resultados: nada obtiveram para provar que eram melhores do que os concorrentes do DOI-Codi, mas me estouraram um tímpano e levaram uma aliada da VPR, também presa na unidade, a cortar os pulsos.

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… com ferro será ferido!

Por Carlos Brickmann – A entrevista de Wajngarten está na Veja desta semana, com sua foto na capa e o título, em letras grandes, “Exclusivo: Houve incompetência”. Não é uma reportagem comum: o autor é Policarpo Jr., profissional de prestígio, um dos principais encarregados, em Veja, de reportagens politicamente sensíveis.

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A grotesca intimidação a Guilherme Boulos

Por Celso Lungaretti – Não, Mendonça! É que seu amo e senhor, durante uma manifestação golpista na frente do QG do Exército, em Brasília, ousou afirmar que ele próprio era a Constituição (aquele livro do qual Bolsonaro certamente jamais leu uma única página, pois não vem ilustrado com figurinhas).

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Roberto Carlos era uma brasa, mora!

Por Rui Martins – Uma composição, em especial, dominava com seu refrão as paradas de sucesso nas rádios em 1966 — “quero que você me aqueça neste inverno e que tudo o mais vá pro inferno”. Era a reação ao vazio reinante, ao fim de muitas esperanças contidas nas Reformas de Base e à inércia da ditadura em termos de reformas sociais.

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A desgraça que tirou a alegria dos brasileiros

Por Rui Martins – O evangelismo brasileiro deixou de ser um movimento religioso reacionário, um subproduto de seitas populares evangélicas norte-americanas, para se transformar num movimento neofascista de sustentação do governo Bolsonaro.

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Pequena lembrança de 1964

Por Rui Martins – Para nós estudantes era a época dos órgãos reacionários Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, IPES, e o Instituto Brasileiro de Ação Democrática, IBADE, aos quais se opunham o ISEB, Instituto Superior de Estudos Brasileiros e o Centro Popular de Cultura, com seus Cadernos do Povo.

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Comemorar o que? Uma abominação?

Por Celso Lungaretti – Nessa efeméride negativa, o primeiro ponto a se destacar é que a quartelada de 1964 foi o coroamento de uma longa série de articulações e tentativas golpistas, nada tendo de espontânea nem sendo decorrente de situações conjunturais.

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