Por Adelto Gonçalves - A principal razão pela destituição da presidente Dilma Rousseff era econômica - a economia brasileira estava indo para o fundo do poço.
(Na sequência das reações à destituição da presidente Dilma Rousseff, nossso colunista Adelto Gonçalves, que já contou em livro a corrupção no tempo do Brasil Colônia e suas impressões de menino, em Santos, na época do golpe militar de 1964, traça em poucas linhas sua opinião: incompetência que levou o Brasil ao buraco. Nota do Editor)Por Adelto Gonçalves, de Amparo, São Paulo: A economia brasileira não podia esperar 2018, ia ser uma catástrofe
Um balanço sobre os prejuízos causados à Nação pelo ciclo de 13 anos, três meses e 24 dias de lulopetismo (Lula e o pretensamente chamado Partido dos Trabalhadores-PT) ainda está para ser feito e só será completado, provavelmente, quando as suas principais figuras já estiverem apenas nos livros de História.
Mas, em poucas palavras, Dilma Rousseff deixou de ser presidente da República porque afundou o País. Todo o resto é retórica para justificar o afastamento.
Ainda bem que existem esses mecanismos no Congresso para se encontrar uma saída menos traumática para afastar um governante incompetente. O País não aguentaria mais dois anos e meio de descalabro administrativo.
O lulopetismo isolou o Brasil comercialmente, a pretexto de reduzir uma possível dependência em relação a Washington, preferindo relações Sul-Sul, com países pouco desenvolvidos.
Foi um desastre: a economia entrou em parafuso, a indústria está fechando postos todos os dias, a exportação de manufaturados caiu drasticamente. Até 2014, o agronegócio ainda vinha sustentando a economia, mas as cotações internacionais baixaram e até esse pilar ruiu.
Agora, só resta ao governo Michel Temer tentar reconstruir o País.
Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. Foi professor universitário nas Universidades de Santos.Direto da Redaçãoé um fórum editado pelo jornalistaRui Martins.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.