Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2026

Dilma afundou o Brasil

Por Adelto Gonçalves - A principal razão pela destituição da presidente Dilma Rousseff era econômica - a economia brasileira estava indo para o fundo do poço.

Sábado, 03 de Setembro de 2016 às 12:00, por: CdB
(Na sequência das reações à destituição da presidente Dilma Rousseff, nossso colunista Adelto Gonçalves, que já contou em livro a corrupção no tempo do Brasil Colônia e suas impressões de menino, em Santos, na época do golpe militar de 1964, traça em poucas linhas sua opinião: incompetência que levou o Brasil ao buraco. Nota do Editor) Por Adelto Gonçalves, de Amparo, São Paulo:
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A economia brasileira não podia esperar 2018, ia ser uma catástrofe
Um balanço sobre os prejuízos causados à Nação pelo ciclo de 13 anos, três meses e 24 dias de lulopetismo (Lula e o pretensamente chamado Partido dos Trabalhadores-PT) ainda está para ser feito e só será completado, provavelmente, quando as suas principais figuras já estiverem apenas nos livros de História. Mas, em poucas palavras, Dilma Rousseff deixou de ser presidente da República porque afundou o País. Todo o resto é retórica para justificar o afastamento. Ainda bem que existem esses mecanismos no Congresso para se encontrar uma saída menos traumática para afastar um governante incompetente. O País não aguentaria mais dois anos e meio de descalabro administrativo. O lulopetismo isolou o Brasil comercialmente, a pretexto de reduzir uma possível dependência em relação a Washington, preferindo relações Sul-Sul, com países pouco desenvolvidos. Foi um desastre: a economia entrou em parafuso, a indústria está fechando postos todos os dias, a exportação de manufaturados caiu drasticamente. Até 2014, o agronegócio ainda vinha sustentando a economia, mas as cotações internacionais baixaram e até esse pilar ruiu. Agora, só resta ao governo Michel Temer tentar reconstruir o País. Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage – o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras d´El-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. Foi professor universitário nas Universidades de Santos. Direto da Redação é um fórum editado pelo jornalista Rui Martins.
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