Participaram do encontro, entre outros líderes históricos da legenda, nomes como o do ex-ministro José Dirceu; do presidente do partido, Edinho Silva; do vice-presidente Jilmar Tatto e do deputado Carlos Zarattini.
Por Redação – de São Paulo
No encontro da Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), concluído noite passada na sede do diretório estadual, na Lapa, em São Paulo, a estratégia eleitoral da legenda, ao longo 2026, foi o tema central do encontro. Durante os debates, o principal ponto de tensão foi a permanência, na chapa presidencial, do vice Geraldo Alckmin (PSB). O assunto apontou a existência de divergências internas sobre os rumos da campanha.

Participaram do encontro, entre outros líderes históricos da legenda, nomes como o do ex-ministro José Dirceu; do presidente do partido, Edinho Silva; do vice-presidente Jilmar Tatto e do deputado Carlos Zarattini. O discurso de José Dirceu, disparou um alerta direto sobre os riscos de alterar a composição da chapa que concorrerá às urnas, em outubro.
— Tirar o Alckmin da chapa do Lula irá custar a eleição! — definiu Dirceu, segundo interlocutores presentes ao encontro.
Resistências
A posição de Dirceu realça o pensamento de setores do PT que consideram estratégica a manutenção da aliança com Alckmin para este ano. Para esses militantes petistas, a composição atual amplia o espectro político da candidatura do presidente Lula e reduz resistências em segmentos mais amplos do eleitorado.
Apesar das correntes internas que propõem uma nova composição, basicamente com o MDB, o tom da reunião deixou claro que ainda há muito a ser discutido. A avaliação de parte da direção é que mudanças abruptas na engenharia da aliança poderiam gerar instabilidade política e um custo eleitoral elevado.
Outro tema em debate foi a disputa ao Senado em São Paulo, considerada peça-chave para o desempenho do partido.