O dirigente acrescentou que caminhoneiros de diversas regiões da Itália, especialmente do sul do país, já estão se organizando para “montar bloqueios nas estradas”.
Por Redação, com ANSA – de Roma
A instituição que representa os caminhoneiros na Itália afirmou na quinta-feira que os motoristas do país poderão organizar uma paralisação nacional diante da pressão provocada pela disparada dos preços dos combustíveis.

– Estamos solicitando ao governo que convoque, com urgência, uma reunião com as associações do setor. Caso contrário, consideraremos uma greve em nível nacional. A situação é muito preocupante, pois os aumentos excessivos dos preços no setor de transporte rodoviário de cargas criaram um cenário de grande tensão entre as empresas, levando a protestos espontâneos em algumas regiões do país – afirmou o presidente da Conftrasporto, Pasquale Russo.
O dirigente acrescentou que caminhoneiros de diversas regiões da Itália, especialmente do sul do país, já estão se organizando para “montar bloqueios nas estradas”.
Em Cosenza, na Calábria, a maioria dos postos de combustíveis ficou completamente sem gasolina e diesel, em meio a relatos de longas filas e congestionamentos. Já os bloqueios ao transporte de mercadorias na vizinha região da Puglia provocaram “consequências que já não são sustentáveis para a continuidade das atividades produtivas”.
O empresário da região da Campânia Cosimo Rummo, proprietário de uma fabricante de massas que leva seu sobrenome, pediu uma intervenção imediata dos ministros dos Transportes, Matteo Salvini, e do Interior, Matteo Piantedosi.
Bloqueios
Rummo comunicou formalmente às autoridades uma “situação extremamente crítica e iminente” que afeta as operações da empresa em razão dos bloqueios em estradas e rodovias da Puglia.
Segundo o empresário, os protestos estão impedindo a circulação regular de veículos pesados responsáveis pelo transporte de matérias-primas essenciais à produção.
– A empresa reconhece e respeita plenamente o direito de qualquer categoria profissional ou grupo de trabalhadores de expressar livremente suas preocupações e reivindicações. No entanto, o atual bloqueio indiscriminado à circulação de mercadorias está gerando consequências que já não são sustentáveis para a continuidade de nossas atividades produtivas – declarou Rummo.
O Ministério da Infraestrutura e Transportes informou ter convocado uma reunião com representantes do setor de transporte rodoviário de cargas para dia 27 de outubro, na sede da pasta.