Rio de Janeiro, 06 de Fevereiro de 2026

Apagão coloca em dúvida serviço de robotáxi, nos EUA

Um apagão em São Francisco paralisou os robotáxis da Waymo, levantando questões sobre a eficácia dos veículos autônomos em emergências. Entenda o impacto deste incidente.

Sábado, 27 de Dezembro de 2025 às 16:54, por: CdB

Os robotáxis da Waymo são operados por uma unidade da Alphabet, empresa dona do Google. Presença constante nas ruas da cidade, os veículos ficaram presos em cruzamentos com as luzes de emergência ligadas.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco (CA-EUA)

Um apagão generalizado em São Francisco, segunda maior cidade do Estado norte-americano da Califórnia, levou à paralisação dos robotáxis da Waymo, o que coloca em dúvida a eficiência do serviço disponível. O defeito causou congestionamentos no início deste mês e levantou preocupações sobre a capacidade dos operadores de veículos autônomos de lidar com grandes emergências, como terremotos e inundações.

Apagão coloca em dúvida serviço de robotáxi, nos EUA | A Alphabet, dona do Google, opera o serviço de robotáxi em São Francisco
A Alphabet, dona do Google, opera o serviço de robotáxi em São Francisco

Os robotáxis da Waymo são operados por uma unidade da Alphabet, empresa dona do Google. Presença constante nas ruas da cidade, os veículos ficaram presos em cruzamentos com as luzes de emergência ligadas, uma vez que os semáforos pararam de funcionar após um incêndio em uma subestação da PG&E que deixou cerca de um terço da cidade sem energia em 20 de dezembro, conforme mostram vídeos publicados nas redes sociais. A Waymo suspendeu as operações, à época, retomando-as no dia seguinte.

Engenharia

O incidente reacendeu os apelos por uma regulamentação mais rigorosa do setor emergente, mas de rápido crescimento, enquanto outras empresas, incluindo a Tesla e a Zoox da Amazon, competem para expandir os serviços de robotáxi em diversas cidades.

— Se a resposta a um apagão for inadequada, os reguladores serão negligentes se não exigirem algum tipo de prova de que o cenário de terremoto será tratado corretamente — conclui Philip Koopman, professor de engenharia da computação e especialista em tecnologia autônoma da Universidade Carnegie Mellon.

Edições digital e impressa