O ataque ocorreu um dia após o término de um cessar-fogo de seis dias para a retirada de civis da cidade de Oleshky, no sul da Ucrânia, ocupada pela Rússia.
Por Redação, com Reuters – Moscou
O número de mortos em um bombardeio russo contra um ponto de distribuição de ajuda humanitária na região de Zaporizhia, no sudeste da Ucrânia, na segunda-feira, subiu para 37, com dezenas de desaparecidos, segundo autoridades. Trata-se de um dos ataques mais letais contra civis neste ano.

Equipes de resgate ainda procuravam sobreviventes nos escombros da antiga escola na vila de Komyshuvakha, informou nesta quarta-feira o chefe interino da Administração Militar Regional, Mykhailo Semikin.
Ivan Fedorov, codiretor do Conselho Regional de Defesa de Zaporizhzhia, escreveu no Telegram que 59 pessoas estavam desaparecidas.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que as forças russas primeiro lançaram bombas aéreas sobre o prédio da escola quando as pessoas chegavam para receber ajuda e, em seguida, atacaram o abrigo com mais bombas.
As aulas já estavam suspensas há muito tempo na escola devido à sua proximidade com a linha de frente, mas ela servia como abrigo e distribuía ajuda humanitária todas as segundas-feiras, disse Zelensky.
Dois membros de uma equipe de resgate e quatro policiais estavam entre os mortos, informaram os serviços de emergência.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque teve como alvo unidades militares ucranianas nos arredores de Komyshuvakha e em dois outros povoados, e que até 25 militares ucranianos foram mortos.
Ataque a civis
O ataque ocorreu um dia após o término de um cessar-fogo de seis dias para a retirada de civis da cidade de Oleshky, no sul da Ucrânia, ocupada pela Rússia.
A trégua, mediada pela primeira-dama dos EUA, Melania Trump, permitiu a retirada de quase 800 pessoas, segundo a primeira-dama. Zelensky concedeu a Melania uma honraria de Estado por seu papel.
Os Estados Unidos reunirão delegações da Ucrânia e da Rússia em Abu Dhabi nos dias 10 e 11 de novembro para discutir o fim do conflito, acordos de segurança pós-guerra e a redução da tensão, disse o enviado dos EUA, Steve Witkoff, na segunda-feira.