Procurado, o BRB informou que foram propostas ao BC “diversas alternativas para eventual recomposição patrimonial” e que o BC “concedeu um prazo para que as medidas fossem implementadas”.
Por Redação – de Brasília
O Banco Central (BC) estaria prestes a aplicar uma espécie de aviso formal ao Banco de Brasília (BRB), com a adoção de “medidas prudenciais preventivas”, caso o governo do Distrito Federal (DF) não faça aportes no banco até o dia 31 de março — data-limite para a divulgação do seu balanço. A necessidade da transferência de recursos seria aumentar o patrimônio do banco, como consequência dos negócios feitos com o Banco Master que abrem um rombo no balanço no BRB.

O BC pode adotar uma resolução de 2011, segundo apurou o diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo (OESP). Seria a mesma que recaiu sobre o Master, e que impõe uma série de restrições à instituição financeira, como o impedimento de ampliar o número de agências; explorar novos negócios e impor limites operacionais ao banco.
Procurado, o BRB informou que foram propostas ao BC “diversas alternativas para eventual recomposição patrimonial” e que o BC “concedeu um prazo para que as medidas fossem implementadas”.
Sanções
No mercado financeiro, a medida foi encarada como uma espécie de “ultimato” com um prazo para que o banco melhore os seus indicadores, sob pena de sanções ainda mais severas, como intervenção e liquidação, em um cenário mais extremo, e até mesmo federalização — alternativa descartada pelo novo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em entrevista a jornalistas.
— A medida impõe uma série de restrições ao banco, até que ele consiga recompor o seu índice de Basileia. Na prática, ele tem de reduzir a atividade, fechar agências, fica impedido de conceder aumento de salários para administradores, pagar dividendos, distribuir lucros e operar com determinados produtos de crédito — disse Luis Miguel Santacreu, analista de instituições financeiras da Austin Ratings, ao OESP.
Nota do BRB
Leia, adiante, a íntegra da nota do Banco de Brasília:
O BRB informa que, conforme plano de capital preventivo apresentado recentemente ao Banco Central, foram propostas diversas alternativas para eventual recomposição patrimonial. O regulador concedeu um prazo para que as medidas fossem implementadas.
Entre as opções avaliadas estão soluções de mercado, como a venda de carteiras e ativos, estruturação de fundo com imóveis e contratação de linha junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou consórcio de bancos. O aporte é uma das possibilidades consideradas, e não a única medida em avaliação.
O Banco mantém interlocução permanente, técnica e transparente com o Banco Central. A instituição segue prestando informações de forma tempestiva e colaborativa, inclusive no que se refere ao acompanhamento de ativos específicos e ao monitoramento de indicadores prudenciais.
Ressalta, por fim, que seguem operando normalmente, com atendimento em todas as agências e canais digitais, sem impactos sobre a continuidade operacional nem sobre a execução de sua estratégia de negócios.