Somente em setembro, as importações de petróleo brasileiro atingiram 5,15 milhões de toneladas, ou 1,25 milhão de barris por dia (bpd), um aumento de 18% em relação ao ano anterior.
Por Redação, com Reuters – de Brasília e Pequim
O Brasil ultrapassou a Arábia Saudita como o segundo maior fornecedor de petróleo bruto para a China nos primeiros nove meses de 2026, segundo dados alfandegários divulgados nesta terça-feira. A China importou 44,29 milhões de toneladas de petróleo bruto do Brasil durante o período, enquanto os sauditas exportaram 43,12 milhões de toneladas.

Somente em setembro, as importações de petróleo brasileiro atingiram 5,15 milhões de toneladas, ou 1,25 milhão de barris por dia (bpd), um aumento de 18% em relação ao ano anterior.
As compras de petróleo da Arábia Saudita em setembro ficaram em 2,70 milhões de toneladas, ou 660 mil bpd, uma queda de 62% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Venezuela
As importações de petróleo da Rússia, que é a principal fornecedora do produto à China, totalizaram 9,94 milhões de toneladas em setembro, ou 2,42 milhões de bpd, um aumento de 20% na comparação anual, mas uma queda de 11% em relação ao mês anterior.
As importações do Iraque ficaram em 4,84 milhões de toneladas, ou 1,18 milhão de bpd, uma queda de 19% em relação ao ano anterior, mas um aumento de 248% em relação a agosto.
Dados alfandegários da China indicaram que não houve importações de petróleo bruto dos EUA, da Venezuela ou do Irã em setembro, assim como registrado no ano anterior.
Houthis
Ainda nesta terça-feira, os preços do petróleo viraram para queda após iniciarem o dia na máxima em 5 meses. O Brent chegou aos US$ 111, à medida que os investidores incorporavam um prêmio de risco geopolítico aos preços após ataques dos houthis contra infraestrutura saudita e relatos de ataques a embarcações no Golfo.
Às 11h30, horário de Brasília, Brent operava com queda de 2,88%, a US$ 106,46, e o WTI estava em US$ 102, com recuo de 1,60%.
Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram na segunda-feira ter realizado diversos ataques contra alvos energéticos, aeroportuários e militares da Arábia Saudita, incluindo uma instalação da Aramco em Yanbu, o campo de petróleo de Shaybah, o Aeroporto Internacional King Khalid, em Riad, e o aeroporto de Abha.