Rio de Janeiro, 30 de Julho de 2026

Campanha de Lula denuncia rede formada para ataque coordenado

Entre os nomes citados na ação como integrantes dessa rede de desinformação está o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Quinta, 30 de Julho de 2026 às 19:58, por: CdB

Entre os nomes citados na ação como integrantes dessa rede de desinformação está o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Por Redação – de Brasília

Os partidos que integram a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) acompanham, a partir desta quinta-feira, o trâmite da representação levada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na véspera, em que denunciam a existência de uma rede coordenada de perfis nas redes sociais Instagram e TikTok voltada a atacar a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seus aliados políticos.

flavio bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é alvo de inquérito da Polícia Federal

Conforme apurou a jornalista Manoela Alcântara, do site brasiliense de notícias ‘Metrópoles’, a denúncia indica parlamentares e figuras públicas que utillizam tecnologias de Inteligência Artificial (IA) para criar e disseminar conteúdos sintéticos e ofensivos com o objetivo de degradar seus adversários políticos no ambiente digital.

Entre os nomes citados na ação como integrantes dessa rede de desinformação está o senador Flávio Bolsonaro (PL). A representação também acusa os deputados federais Mario Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES); além do pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, André Marinho (PL).

 

Mensagens

A investigação técnica detalhada e anexada junto à representação no TSE revela que o grupo utiliza o recurso nativo de colaboração (collab) do Instagram para multiplicar o alcance das mensagens de maneira artificial. Por meio dessa ferramenta, a publicação de um perfil é transmitida simultaneamente na página de outro, ampliando o alcance do conteúdo.

O documento aponta ter identificado pelo menos 31 perfis anônimos atuando nessa arquitetura. Ao somar os seguidores das contas ocultas com a base das autoridades públicas envolvidas, a rede alcança um universo de mais de 10 milhões de pessoas.

A peça jurídica classifica a estratégia como astroturfing ou “comportamento inautêntico coordenado”. Segundo argumenta a representação, a dinâmica observada não se trata de uma mera coincidência no compartilhamento de pautas, mas sim de um padrão técnico onde os perfis autorizam mutuamente a veiculação simultânea de conteúdos para dominar o debate público digital.

 

Difusão

A representação revela que os materiais fabricados e impulsionados focam em temas como corrupção, criminalidade e na ridicularização pessoal do presidente Lula. Um dos perfis centrais identificados pela auditoria é citado como articulador de intercâmbio de publicações com outros 25 colaboradores.

No ecossistema do TikTok, a tática envolve o uso de trilhas sonoras. A federação identificou a criação e a difusão de “jingles” ofensivos que servem de base sonora para milhares de vídeos. Um único áudio, intitulado ‘Lula é bandido’, foi utilizado como trilha em mais de 53,7 mil publicações na plataforma, acumulando milhões de visualizações.

Um dos pontos mais graves ressaltados na ação movida pela federação é a monetização do possível ilícito eleitoral. As provas apresentadas demonstram que a página denominada ‘Narrativas Curiosas’ utiliza os vídeos de ataque produzidos com IA como “isca” para atrair o público e vender cursos de criação de conteúdo com inteligência artificial.

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