Rio de Janeiro, 07 de Março de 2026

Cedae inaugura maior viveiro de mudas em Magé

O Governo do Estado do Rio inaugurou, nesta segunda-feira, em Magé, na Baixada Fluminense, o Centro de Produção de Mudas Florestais Dorothy Stang. Trata-se do maior viveiro de plantas da Cedae, inserido no projeto Replantando Vida, que utiliza mão de obra de detentos em regime semiaberto para realizar o plantio de espécies de matas ciliares nas bacias dos rios Guandu e Macacu.

Segunda, 16 de Junho de 2014 às 09:59, por: CdB
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Os apenados atuam de forma remunerada como agentes de reflorestamento capacitados em cursos técnicos
O Governo do Estado do Rio inaugurou, nesta segunda-feira, em Magé, na Baixada Fluminense, o Centro de Produção de Mudas Florestais Dorothy Stang. Trata-se do maior viveiro de plantas da Cedae, inserido no projeto Replantando Vida, que utiliza mão de obra de detentos em regime semiaberto para realizar o plantio de espécies de matas ciliares nas bacias dos rios Guandu e Macacu. A iniciativa é mais uma realização que vai ao encontro dos compromissos junto ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos Olímpicos de 2016. Com mais de 300 mil metros quadrados, três lagos e uma infinidade de plantas nativas da Mata Atlântica, a unidade terá capacidade para cultivar 1,3 milhão de mudas por ano. O viveiro, que conta ainda com pomar e área natural para coleta de sementes, utiliza como principal fertilizante o bio sólido, produzido a partir do lodo das estações de tratamento de esgoto. A irrigação será feita pela água dos lagos existentes na própria unidade. - O programa ambiental de plantio de mudas tem uma relevância ímpar porque os apenados que dele participam não incidem no crime. Além disso, as mudas produzidas poderão também ser utilizadas em ações de outros que pretendam desenvolver programas de responsabilidade ambiental – destaca o presidente da Cedae, Wagner Victer. Sem muros nem grades, o viveiro está situado dentro de um presídio estadual que funciona na Colônia Agrícola Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, em Magé, na Baixada Fluminense. Mais de dois mil apenados já participaram do projeto criado em 2008, que conta com outros quatro viveiros em instalações da Cedae. Iniciativa de caráter social e ecológico, o projeto visa reduzir a degradação ambiental sofrida pelos rios e ainda promover a inclusão social e profissional de presidiários. Os apenados atuam de forma remunerada como agentes de reflorestamento capacitados em cursos técnicos, o programa produz mudas de 127 espécies de árvores da Mata Atlântica, como Quaresmeira, Embaúba, Guapuruvu e Pau-Brasil. O viveiro de Magé recebeu o nome da religiosa norte-americana, naturalizada brasileira, assassinada em 2005 no Pará em decorrência de conflito agrário. A missionária desenvolvia sua atividade pastoral com ações voltadas a projetos de geração de emprego e renda e de reflorestamento de áreas degradadas, buscando sempre a defesa da reforma agrária e atuando para minimizar conflitos fundiários.
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