Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Centenário do geógrafo Milton Santos recebe as homenagens de Lula

Lula homenageia Milton Santos em seu centenário, destacando a atualidade de suas ideias sobre globalização e desigualdade.

Domingo, 03 de Maio de 2026 às 14:35, por: CdB

O presidente Lula fez a manifestação em uma rede social, destacando ainda a atualidade do pensamento de Milton Santos.

Por Redação, com ABr – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou suas homenagens, neste domingo, ao centenário de nascimento do geógrafo brasileiro Milton Santos. Crítico da globalização, Milton Santos tornou-se uma referência na sua área em todo o mundo.

Centenário do geógrafo Milton Santos recebe as homenagens de Lula | O geólogo Milton Santos deixa uma obra irretocável sobre a realidade brasileira
O geólogo Milton Santos deixa uma obra irretocável sobre a realidade brasileira

— Sua obra é referência para entendermos as desigualdades da globalização e os potenciais de transformação que vêm das periferias. Pouca gente conseguiu compreender o Brasil como este intelectual baiano que, não por acaso, é considerado um dos mais importantes geógrafos de nosso país, e de todo mundo — disse.

O presidente Lula fez a manifestação em uma rede social, destacando ainda a atualidade do pensamento de Milton Santos.

— Em tempos como o que vivemos hoje, com grandes mudanças geopolíticas, a obra de Milton Santos continua extremamente atual e necessária — pontuou.

 

Pesquisas

Falecido em 2001, aos 75 anos, as ideias de Milton Santos continuam sendo referência para análises socioeconômicas no Brasil e no mundo, com sua teoria aparecendo em pesquisas que abordam desde às dinâmicas urbanas em Gana, na África, até Londres e Paris, na Europa.

No livro Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, Milton Santos descreve a globalização como “perversa”, sendo vendida a promessa de integração e progresso, mas que, na prática, aprofunda desigualdades mundiais.

“Um mercado avassalador dito global é apresentado como capaz de homogeneizar o planeta quando, na verdade, as diferenças locais são aprofundadas. Há uma busca de uniformidade, ao serviço de atores hegemônicos, mas o mundo se torna menos unido, tornando mais distante o sonho de uma cidadania verdadeiramente universal”, escreveu Milton Santos em obra publicada no ano 2000.

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