A empresa informou às autoridades brasileiras, segundo relatório da PF divulgado para a mídia conservadora, nesta manhã, que existem motivos razoáveis para acreditar que os diálogos mantidos com a ferramenta de inteligência artificial envolvem uma “possível emergência com risco de morte ou lesão física grave”.
Da Redação – de Brasília
A empresa de tecnologia OpenAI alertou a Polícia Federal (PF), nesta quinta-feira, sobre o comportamento de ao menos dois usuários que sinalizaram, em conversas com a ferramenta ChatGPT, a intenção de atacar ou fazer ameaças de morte ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

A empresa informou às autoridades brasileiras, segundo relatório da PF divulgado para a mídia conservadora, nesta manhã, que existem motivos razoáveis para acreditar que os diálogos mantidos com a ferramenta de inteligência artificial envolvem uma “possível emergência com risco de morte ou lesão física grave”.
No início do mês de outubro, a PF encaminhou a documentação encaminhada pela empresa ao Ministério da Justiça para que a pasta tome a decisão sobre a abertura de dois inquéritos policiais — um para apurar supostos crimes de ameaça e injúria, e outro focado especificamente na ameaça direcionada ao presidente da República.
Diálogos
A empresa declarou a jornalistas, nesta tarde, que emite alertas preventivos às autoridades sempre que os diálogos registrados indicam risco real e iminente de dano a terceiros. A empresa também informou que notificou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “em linha com o plano de conformidade eleitoral”. O Ministério da Justiça e a PF foram procurados, mas não se manifestaram sobre o caso.
A OpenAI, o ministério e a PF também não responderam se há outras investigações em andamento envolvendo ameaças a candidatos relatadas por plataformas de inteligência artificial.
Um dos casos detalhados nos documentos envolve mensagens enviadas por um homem ao ChatGPT desde o mês de janeiro. Em um trecho classificado como sensível pela empresa, o indivíduo relatou que estava no centro de sua cidade em setembro quando avistou o presidente Lula em um palco montado para a campanha eleitoral, a cerca de 400 metros de distância.
Ataque
Na sequência das interações, o usuário declarou ter vontade de atirar na cabeça do candidato e fez perguntas sobre as consequências do ato, questionando “o que acontece se eu matar o presidente” e “quantos anos eu pegaria (de pena)”. Ele também enviou a foto de um local com uma torre que forneceria um bom ângulo para a execução do ataque.
“Embora o usuário tenha declarado que não agiria e que não possuía uma arma, expressou o desejo de usar um fuzil de precisão, perguntou o que aconteceria se matasse o presidente ou atirasse na cabeça dele, e fez referência a uma rota de fuga, binóculos e um AR-15 com luneta”, destacou a OpenAI no alerta formal sobre o trecho que envolvia a ameaça direta a Lula.