Facções rivais afegãs chegaram a um acordo sobre a Constituição do país neste domingo, abrindo caminho para as primeiras eleições gerais livres do país depois de quase 25 anos de guerra. O avanço ocorreu após semanas de disputas numa assembléia constitucional, a Loya Jirga, que expôs as divisões étnicas do país e desafiou a visão dos EUA de uma Presidência forte no país que invadiram em outubro de 2001.
- Há boas novas, chegamos a uma conclusão - disse Mirwais Yasini, vice-chefe da Loya Jirga.
O esboço de Constituição considera os dialetos dari e pushtun como línguas oficiais do Afeganistão. As revisões da Carta devem permitir que dialetos falados por minorias sejam oficialmente reconhecidos como terceira língua em áreas específicas.
O presidente Hamid Karzai, apoiado pelos EUA, que pertence à etnia pushtun, a maior do Afeganistão, buscava estabelecer um sistema presidencial forte antes das eleições, que seriam realizadas em junho - e que ele deve ganhar.
Mas minorias étnicas incluindo uzbeques e tajiques buscavam concessões que, segundo diplomatas ocidentais, aumentariam o seu papel num Parlamento.
Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026
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