Bastoni recebeu uma intimação para prestar depoimento na próxima sexta-feira devido à suspeita de que teria tido um encontro sexual a pagamento com uma adolescente de 17 anos em 2020.
Por Redação, com ANSA – de Milão
A defesa do zagueiro Alessandro Bastoni, da Inter de Milão e da seleção italiana, negou “categoricamente” que ele tenha envolvimento em um suposto caso de prostituição de menores, após a divulgação da notícia de que o jogador é alvo de uma investigação do Ministério Público.

– Excluo categoricamente que ele tenha tido relações a pagamento, ainda mais com uma menor de idade – disse Salvatore Scuto, advogado do atleta.
Bastoni recebeu uma intimação para prestar depoimento na próxima sexta-feira devido à suspeita de que teria tido um encontro sexual a pagamento com uma adolescente de 17 anos em 2020.
Escândalo
O inquérito é baseado em conversas online que sugerem que um intermediário ligado à agência Ma.De, pivô de um escândalo de prostituição no futebol italiano, teria colocado o zagueiro em contato com a jovem.
A mulher, que não teve a identidade divulgada, foi ouvida como testemunha e, segundo fontes judiciais, negou qualquer relação com Bastoni. “Não sou uma prostituta, não me prostitui com Bastoni e não recebi dinheiro”, declarou ela aos investigadores.
O caso nasceu de um inquérito do Ministério Público de Milão sobre um suposto esquema de exploração da prostituição encabeçado pela Ma.De, que organizava festas e encontros com jovens mulheres para jogadores da elite do futebol italiano.
As noitadas eram realizadas em casas noturnas de luxo em Milão e contavam inclusive com gás hilariante (óxido nitroso, ou N2O), agente inalatório geralmente usado para sedação consciente, mas que causa euforia leve e não gera risco de doping.
Pagar por serviços sexuais não é crime na Itália, bem como a prostituição exercida por maiores de idade conscientes, mas a legislação proíbe a exploração dessa prática por terceiros e o envolvimento de menores de 18 anos.