O dirigente petista relatou a jornalistas, nos últimos dias, contatos com representantes do Republicanos, PP, União Brasil e Avante; além de negociações com líderes regionais de diferentes partidos.
Da Redação – de São Paulo
Presidente nacional do PT e coordenador político da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Edinho Silva avançou nas articulações com partidos de centro e de direita para o segundo turno da eleição presidencial. Segundo o líder petista, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, confirmou que a legenda adotará a neutralidade nacional, deixando suas lideranças livres para negociar apoios individualmente.

A decisão abre espaço para que a campanha de Lula dialogue diretamente com governadores, parlamentares e dirigentes do PSD nos Estados, mesmo depois de Ronaldo Caiado, candidato presidencial da sigla no primeiro turno, anunciar apoio a Flávio Bolsonaro, ou filho ’01’ como também é conhecido.
Segundo o presidente do PT, Kassab deixou claro que não haverá impedimento para que integrantes do PSD apoiem qualquer um dos candidatos. A estratégia do PT agora será procurar individualmente as principais lideranças da legenda. As conversas conduzidas por Edinho Silva, porém, não se restringem ao PSD.
Base política
O dirigente petista relatou a jornalistas, nos últimos dias, contatos com representantes do Republicanos, PP, União Brasil e Avante; além de negociações com líderes regionais de diferentes partidos. O objetivo é ampliar a base política de Lula para além dos partidos que estiveram formalmente com o presidente no primeiro turno.
No PP, um dos nomes citados por Silva é André Fufuca, ex-ministro dos Esportes no governo Lula. Apesar do posicionamento partidário favorável a Flávio Bolsonaro, o presidente do PT afirmou que Fufuca tende a permanecer ao lado de Lula. A movimentação mostra que a campanha petista pretende explorar as diferenças existentes entre as decisões das direções nacionais, e as posições adotadas por lideranças políticas nos estados.
Adesões
Edinho Silva citou, ainda, conversas com o MDB. Entre elas está o apoio da senadora eleita por Roraima Teresa Surita, apontada pelo dirigente petista como uma das lideranças emedebistas que já decidiram ficar com Lula no segundo turno. A campanha pretende manter conversas com outros nomes do MDB e de legendas que não integram formalmente a coligação presidencial.
A orientação é construir os apoios caso a caso, levando em consideração as diferentes configurações políticas estaduais. Além da ampliação das alianças partidárias, Edinho Silva tem sido favorável uma participação mais intensa do vice-presidente Geraldo Alckmin na coordenação, durante o segundo turno.
Na avaliação do presidente do PT, Alckmin pode desempenhar papel especialmente relevante no diálogo com empresários.