Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Erika Hilton tende a sair do PSOL e se filiar ao PT, dizem aliados da deputada

Integrantes do PSOL próximos à parlamentar afirmaram ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, nesta manhã, que sua saída já estaria acertada com o...

Quarta, 28 de Outubro de 2026 às 17:56, por: CdB

Integrantes do PSOL próximos à parlamentar afirmaram ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, nesta manhã, que sua saída já estaria acertada com o partido.

Da Redação – de Brasília

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) tende a deixar o PSOL, no ano que vem, a caminho do PT, segundo comentários de pessoas próximas à parlamentar, nesta quarta-feira. A possível mudança ocorre após meses de divergências com a direção da atual legenda, especialmente em relação às decisões tomadas pelo Diretório Nacional, durante as eleições deste ano.

Érika Hilton (SP)

Integrantes do PSOL próximos à parlamentar afirmaram ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, nesta manhã, que sua saída já estaria acertada com o partido. A movimentação ocorre em meio a um desgaste interno provocado pela distribuição de recursos partidários, pela estratégia eleitoral adotada pela sigla e pela decisão de não integrar a federação liderada pelo PT.

Relatos indicam que Hilton pretende formalizar a mudança antes da posse dos deputados eleitos, marcada para fevereiro de 2027. A possível saída da deputada, no entanto, preocupa a direção do PSOL, que teme perder outros nomes importantes de seus quadros.

Decisão

Entre os políticos mencionados estão a deputada federal eleita Natalia Boulos, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e a ex-ministra dos Povos Indígenas Sonia Guajajara. Os três integram a corrente ‘Revolução Solidária’, que defendeu a aproximação eleitoral com o PT.

A eventual migração desses nomes representaria uma perda política significativa para o PSOL, especialmente após as dificuldades enfrentadas pela legenda para cumprir as exigências eleitorais de desempenho. Um dos principais pontos de conflito entre Erika Hilton e a direção do PSOL foi a decisão de não formar uma federação com o PT, que formou a aliança partidária com o PCdoB e o PV.

A proposta contava com o apoio da ‘Revolução Solidária’, que considerava a união necessária para fortalecer o campo progressista e enfrentar o bolsonarismo. Seus integrantes também argumentavam que a federação aumentaria as possibilidades de cumprimento da cláusula de desempenho, mecanismo que estabelece critérios mínimos de votação para acesso a determinados recursos e prerrogativas eleitorais.

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