Rio de Janeiro, 18 de Março de 2026

Estocolmo denuncia execução de sueco no Irã

A Suécia denuncia a execução de um cidadão sueco no Irã e exige libertação de outro preso. Entenda os desdobramentos desse caso polêmico.

Quarta, 18 de Março de 2026 às 15:02, por: CdB

Outro cidadão do país aguarda cumprimento da pena máxima na prisão.

Por Redação, com ANSA – de Estocolmo

A Suécia anunciou nesta quarta-feira que o Irã executou um cidadão sueco que havia sido detido pelas autoridades de Teerã em junho de 2025. Segundo Estocolmo, um outro cidadão iraniano-sueco, também condenado à morte, aguarda a pena na prisão.

Estocolmo denuncia execução de sueco no Irã | Manifestação na Itália contra a execução de Ahmadreza Djalali, condenado no Irã
Manifestação na Itália contra a execução de Ahmadreza Djalali, condenado no Irã

– Recebi com choque a notícia da execução de um cidadão sueco no Irã hoje – disse a ministra das Relações Exteriores, Maria Malmer Stenergard, em um comunicado citado pela agência de notícias TT.

O ato levou o país europeu a convocar o embaixador do Irã em Estocolmo, Ahmad Masoumifar.

“O Ministério das Relações Exteriores sueco condena a aplicação da pena de morte, bem como o julgamento injusto que a originou”, disse a pasta em nota, destacando que “a pena de morte é uma punição desumana, cruel e irreversível”.

“A Suécia, assim como o restante da União Europeia, condena sua aplicação em todas as circunstâncias”, frisou o ministério.

Apesar de a Suécia não ter divulgado o nome de seu cidadão executado por Teerã, o portal de notícias Mizan Online, ligado ao judiciário iraniano, o identificou como Kourosh Keyvani, detido durante a guerra dos 12 Dias entre Irã e Israel, com participação americana, em junho passado.

Teerã

Segundo Teerã, Keyvani era “um espião a serviço do regime sionista”.

Outro cidadão iraniano-sueco, Ahmadreza Djalali, também foi preso e condenado à pena máxima no país persa. O Ministério das Relações Exteriores da Suécia continua a exigir sua “libertação imediata por razões humanitárias”.

Djalali foi professor da Universidade do Piemonte Oriental, em Novara, na Itália, tendo vivido e lecionado no local durante três anos. 

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