Rio de Janeiro, 28 de Setembro de 2026

Estudo da BTF/Nexus também coloca Lula à frente de Flávio Bolsonaro

Entre aqueles que já escolheram algum candidato, 87% afirmam que a decisão está tomada e não vai mais mudar, enquanto 12% dizem que ainda podem alterar o voto.

Segunda, 28 de Setembro de 2026 às 16:30, por: CdB

Entre aqueles que já escolheram algum candidato, 87% afirmam que a decisão está tomada e não vai mais mudar, enquanto 12% dizem que ainda podem alterar o voto.

Por Redação – de São Paulo

A menos de uma semana do primeiro turno, uma parcela relativamente pequena do eleitorado ainda admite rever sua escolha para presidente, mas os dados sobre esse grupo trazem um sinal favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os eleitores que podem mudar de candidato, Lula aparece numericamente como a principal segunda opção de voto, embora praticamente empatado com Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).

Lula aparece numericamente como a principal segunda opção de voto

Os números constam da 16ª rodada da pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada nesta segunda-feira. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 5% cada, enquanto Renan Santos (Missão) soma 4% e Romeu Zema (Novo), 1%. Brancos e nulos são 3%, e 2% não souberam ou não responderam.

O levantamento mostra, porém, que a eleição está bastante consolidada. Entre aqueles que já escolheram algum candidato, 87% afirmam que a decisão está tomada e não vai mais mudar, enquanto 12% dizem que ainda podem alterar o voto. Outros 1% não souberam ou não responderam.

Voláteis

Dentro desse contingente de 12%, a Nexus perguntou qual é, de fato, a probabilidade de o eleitor trocar de candidato até o primeiro turno. Ao todo, 33% demonstram uma inclinação mais significativa à mudança: 26% dizem que a chance é “alta” e que provavelmente mudarão, enquanto 7% consideram a possibilidade “muito alta” e afirmam que certamente mudarão.

Outros 34% classificam a possibilidade de mudança como baixa e dizem que dificilmente trocarão de candidato. Para 26%, a chance é muito baixa, enquanto 8% não souberam ou não responderam. Os números indicam que, mesmo dentro do eleitorado que admite rever sua escolha, a maioria demonstra resistência a efetivamente fazê-lo.

É justamente entre os 12% que admitem mudar de voto que aparece outro dado relevante para a reta final. Questionados sobre quem seria sua segunda opção para presidente, 18% apontam Lula. Augusto Cury e Flávio Bolsonaro aparecem logo depois, ambos com 17%.

Disputa

Na sequência estão Ronaldo Caiado, com 14%, Renan Santos, com 11%, e Zema, com 4%. Samara Martins (UP) registra 2%. Outros nomes somam 1% ou menos. Brancos e nulos representam 8%, e 7% não souberam ou não responderam.

A diferença de apenas um ponto entre Lula, Cury e Flávio nesse recorte recomenda cautela: trata-se de uma subamostra dos 12% que admitem mudar o voto. Ainda assim, o presidente ocupa numericamente a primeira posição na disputa pela segunda escolha desses eleitores.

A pesquisa Nexus ouviu 2 mil eleitores por telefone em todo o país entre 25 e 27 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado entre 25 e 27 de setembro e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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