Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2026

Ex-diretor do FBI é apontado para investigar ingerência russa

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos nomeou o ex-diretor do FBI Robert Mueller como conselheiro especial, responsável por conduzir as investigações

Quinta, 18 de Maio de 2017 às 07:19, por: CdB

Departamento de Justiça norte-americano anuncia Robert Mueller como conselheiro especial para conduzir apuração sobre suposta interferência de Moscou no processo eleitoral em 2016. Oposição exigia investigação independente

Por Redação, com DW - de Washington:

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos nomeou o ex-diretor do FBI Robert Mueller como conselheiro especial, responsável por conduzir as investigações acerca da suposta interferência russa nas eleições presidenciais americanas no ano passado.

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Mueller foi diretor do FBI de 2001 a 2013, quando Comey assumiu

O anúncio surge após repetidas solicitações dos democratas para que tais inquéritos fossem comandados por alguém que não estivesse atrelado ao Departamento de Justiça norte-americano.

– Com base nas circunstâncias únicas, o interesse público exige que eu coloque esta investigação sob a autoridade de uma pessoa que exerce um grau de independência da cadeia normal de comando – afirmou o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein, ao anunciar a nomeação de Mueller.

O funcionário acrescentou que sua decisão não se trata de uma "constatação de que crimes foram cometidos. Ou de que um processo judicial é justificado". "Eu não fiz essa determinação". Disse Rosenstein em nota. Não ficou claro se o presidente Donald Trump teve participação na decisão.

A polícia federal norte-americana conduz investigações que apuram uma suposta ingerência russa nas eleições de 2016. Bem como uma ligação entre o governo em Moscou e a campanha de Trump.

FBI

O tema, inclusive, vem cercado de polêmicas. Desde que o presidente demitiu o então diretor do FBI, James Comey, no último dia 9 de maio. Primeiramente, o afastamento levantou questões sobre os motivos de Trump. Uma vez que foi sob o comando de Comey que o FBI deu início às investigações.

Já nesta terça-feira, o presidente foi acusado de ter pedido ao então diretor do FBI, em fevereiro, que encerrasse uma dessas investigações. A que envolveria o ex-conselheiro de Segurança Nacional de Trump Michael Flynn. Segundo relatos publicados pela imprensa norte-americana.

Flynn renunciou ao cargo em fevereiro, após admitir ter mentido para autoridades. Sobre o conteúdo de conversas telefônicas que manteve com o embaixador russo, Serguei Kislyak, em dezembro.

Deputados democratas e republicanos elogiaram nesta quarta-feira a nomeação de Mueller, que comandou o FBI entre 2001 e 2013. O democrata Elijah Cummings afirmou que Rosenstein "fez uma escolha sólida, colocando nosso país e o sistema judiciário em primeiro lugar". O republicano Jason Chaffetz também se declarou satisfeito, dizendo que Mueller possui "credenciais impecáveis".

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