A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) considerou a decisão do governo de não renovar o acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um "importante passo rumo à consolidação de sua imagem como um destino seguro para o investimento internacional". A afirmação está em nota divulgada à imprensa pela entidade, que traz declarações de seu presidente, Paulo Skaf.
"Sabemos do excesso de conservadorismo que, normalmente, guia as decisões da equipe econômica do governo Lula. Com certeza, tal característica esteve presente nessa arrojada decisão", afirma o presidente da Fiesp na nota.
Para Skaf, não renovar o acordo com o fundo foi "uma alta hospitalar" do país:
- O Brasil estava sob tratamento hospitalar, aos cuidados do 'doutor' FMI que, no seu receituário, prescreveu duras metas a serem cumpridas pelo paciente para uma perfeita recuperação. Esperamos que, com a alta ora obtida, de volta ao acompanhamento do seu médico particular, 'doutor' Palocci, não seja estabelecido tratamento ainda mais rigoroso e que faça o país ir na direção da saudável vida do crescimento - diz.