Samuel Ferreira comanda a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira (Conamad), uma das principais estruturas do pentecostalismo no país.
11h39 – de Brasília
Ao se lançar candidato da direita e ultradireita ao Palácio do Planalto, o ruralista Ronaldo Caiado (PSD) contou com o apoio público do bispo Samuel Ferreira, um dos principais expoentes dos evangélicos, no país. Com a atitude, ficou exposta à fragilidade do vínculo entre o filho ’01’, como é conhecido o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e setores expressivos destas igrejas.

Samuel Ferreira comanda a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira (Conamad), uma das principais estruturas do pentecostalismo no país. A rede, como o bispo anunciou, conta com 42 mil templos distribuídos por todos os Estados e cerca de 102 mil pastores; além de um número de fiéis na casa dos seis dígitos.
O apoio de Ferreira a Caiado foi levado diretamente aos ministros da denominação, enquanto o pastor Silas Malafaia, principal aliado evangélico de Jair Bolsonaro (PL), já havia se posicionado contra a indicação de ’01’, que também se vê as voltas com uma situação incômoda junto à madrasta, Michelle Bolsonaro. Ela é, atualmente, uma das principais pontes do bolsonarismo com o eleitorado evangélico, especialmente entre as mulheres.
Denominações
Diante do quadro negativo, ’01’ tem buscado amarrar o apoio de parte dos evangélicos e conversou, na semana passada, com o pastor Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, de quem havia se distanciado.
O presidenciável neofascista tenta, agora, uma nova ofensiva. Dessa vez, para atrair outras duas igrejas: a do Evangelho Quadrangular e a Universal, do bispo Edir Macedo e estaria, segundo interlocutores, bastante “entusiasmado”.