Rio de Janeiro, 16 de Setembro de 2026

Homem do Comando Vermelho morre em confronto no Morro do Fubá

Segundo a polícia, Pitico, de 23 anos, era procurado por associação para o tráfico.

Quarta, 16 de Setembro de 2026 às 14:08, por: CdB

Segundo a polícia, Pitico, de 23 anos, era procurado por associação para o tráfico.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Alexandro dos Santos Ezequiel, o Pitico, apontado como homem de guerra do Comando Vermelho, morreu em um confronto com agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) na terça-feira, no Morro do Fubá, na Zona Norte do Rio.

Alexandro dos Santos Ezequiel, o Pitico

Segundo a PM, Pitico era procurado por associação para o tráfico e tinha um mandado de prisão em aberto. A corporação também o apontava como integrante da chamada ‘Equipe Caos’, grupo ligado a ataques contra rivais e disputas territoriais na região.

Ele chegou a ser levado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, mas já chegou morto na unidade.

Invasão

A operação no Morro do Fubá ocorreu após informações de que criminosos estariam reunidos para organizar uma invasão a uma comunidade rival. De acordo com os policiais, as equipes foram recebidas a tiros ao chegar ao local e revidaram.

Ainda conforme a PM, uma mochila localizada ao lado do homem continha cinco carregadores de fuzil e munição. O armamento está na 28ª DP (Campinho), onde a ocorrência foi registrada.

Informações do setor de inteligência do 9º BPM apontavam Pitico como um dos responsáveis pela atuação armada do grupo que age no Morro do Fubá. A polícia também o relacionava a um ataque contra um capitão do batalhão.

Após a morte do homem, criminosos atearam fogo em entulhos e colocaram um ônibus atravessado na Rua Goiás. O policiamento precisou ser reforçado na região. Não houve feridos.

Imagens de drone registraram o momento em que Pitico foi atingido durante o confronto. No vídeo, ele aparece acompanhado de outros homens e armado com um fuzil. Depois de cair, outro criminoso retira a arma do local e foge em direção a uma área de mata. Os militares fizeram uma varredura, mas não localizaram nenhum dos criminosos.

Paraty

Polícia Civil fez, nesta quarta-feira, uma operação contra a expansão do Comando Vermelho (CV) em Paraty, na Costa Verde do Rio. Segundo as investigações, integrantes da facção passaram a cobrar taxas de comerciantes e prestadores de serviços, incluindo barqueiros, para que pudessem trabalhar na região.

A Operação Alba é conduzida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), com apoio do 5º Departamento de Polícia de Área (5º DPA) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ). Os agentes cumprem 29 mandados de prisão e de busca e apreensão em Paraty, na capital, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e em presídios.

Além da cobrança de valores, a investigação aponta que o grupo também explorava pontos de venda de drogas e impunha regras a moradores e trabalhadores.

As equipes realizam as ações simultaneamente para reunir novas provas, identificar outros envolvidos e entender como funciona a estrutura mantida pelo grupo criminoso.

De acordo com o Gaeco, a liderança da organização é exercida por Marcel Espírito Santo Souza, conhecido como Cebolão; João Pedro Ferreira Francisco, o JP; e Marcelo Silva de Melo Dutra Júnior, o Marcelinho. Os três já estão presos e, a pedido do MPRJ, o Juízo determinou a transferência deles para uma penitenciária de segurança máxima.

A operação busca atingir as atividades financeiras e operacionais da organização e interromper a atuação do Comando Vermelho em Paraty.

Ainda nesta quarta-feira, a Polícia Militar conduz uma nova fase da Operação Interceptação, com ações concentradas em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A operação tem como foco o combate a roubos de veículos e de cargas.

Ao todo, cerca de 150 policiais militares participam da ação, que conta com 27 viaturas e 24 motopatrulhas. A operação também terá reforço de tropas do Comando de Operações Especiais (COE) e o emprego do Carro-Comando do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq).

Segundo a corporação, os locais de atuação foram definidos a partir da análise dos indicadores de criminalidade e de informações levantadas pelos setores de inteligência da PM. A ofensiva busca direcionar o policiamento para áreas com registros de roubos.

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