Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Irã rejeita diálogo enquanto mísseis são interceptados no Golfo

Teerã nega negociações com os EUA enquanto Israel afirma que o regime está enfraquecido. Ataques com mísseis e drones continuam na região.

Segunda, 16 de Março de 2026 às 10:27, por: CdB

Teerã promete continuar a autodefesa. Israel garante que o regime de Teerã já está enfraquecido.

Por Redação, com RTP – de Teerã

Não há negociações à vista entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, disse que não há motivos para conversações e nega que seu país tenha pedido um cessar-fogo.

Irã rejeita diálogo enquanto mísseis são interceptados no Golfo | Chanceler iraniano diz que não há motivo para conversações
Chanceler iraniano diz que não há motivo para conversações

Teerã promete continuar a autodefesa. Israel garante que o regime de Teerã já está enfraquecido, mas o porta-voz do Exército avisa que os ataques vão continuar. Arábia Saudita e Emirados árabes dizem ter interceptado dezenas de drones e mísseis.

Abu Dhabi

Um cidadão palestino morreu hoje em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, após a queda de míssil sobre um veículo

A morte ocorre no momento em que Teerã mantém os ataques no Golfo em retaliação à agressão americano-israelense ao Irã.

Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, visando em particular bases militares e outros interesses norte-americanos mas também infraestruturas económicas, sobretudo energéticas.

Irã desmente Trump

No domingo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã desmentiu  presidente dos EUA, Donald Trump, que disse que “o Irã quer chegar a acordo”. O secretário norte-americano de Energia disse que espera que a guerra termine nas “próximas semanas”. O governo israelense também anunciou que prevê que o conflito dure mais três a seis semanas.

Israel garantiu também que, ao contrário do que foi noticiado, não vai haver negociações com o Líbano para acabar com o conflito. O chanceler israelense considera que se o presidente e o Exército libanês querem paz, devem impedir o Hezbollah de atacar Israel a partir do país.

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