Rio de Janeiro, 27 de Abril de 2026

Itália autoriza extradição de hacker chinês aos Estados Unidos

A Itália entregou Xu Zewei, acusado de espionagem e invasões cibernéticas, aos EUA. Ele é suspeito de roubar informações sobre vacinas contra a covid-19.

Segunda, 27 de Abril de 2026 às 11:51, por: CdB

De acordo com o FBI, a polícia federal norte-americana, o chinês integrava uma equipe de hackers que, em 2020, obteve informações sobre tratamentos e vacinas contra a covid-19.

Por Redação, com ANSA – de Roma, Washington

A Itália extraditou aos Estados Unidos o engenheiro chinês Xu Zewei, de 33 anos, a pedido da Justiça norte-americana, que o acusa de integrar uma equipe de hackers com fins de espionagem para o governo de Pequim.

Itália autoriza extradição de hacker chinês aos Estados Unidos | Governo italiano entregou Xu às autoridades norte-americanas
Governo italiano entregou Xu às autoridades norte-americanas

A deportação de Xu, que foi preso no aeroporto de Malpensa, em Milão, em 3 de julho de 2025, ocorreu após o Tribunal de Cassação local rejeitar o recurso da defesa contra a decisão da Corte de Apelação, que, em 27 de janeiro, declarou que “estavam presentes as condições para a concessão do pedido de extradição”.

Após a aprovação do caso pelas autoridades judiciais, o Ministério da Justiça italiano deu sinal verde e, segundo consta, Xu já estaria nos EUA.

Hackers

De acordo com o FBI, a polícia federal norte-americana, o chinês integrava uma equipe de hackers que, em 2020, obteve informações sobre tratamentos e vacinas contra a covid-19, tendo como alvo, principalmente, profissionais da Universidade do Texas.

Ele também foi denunciado por participar de “uma campanha de intrusão cibernética em larga escala orquestrada” pela China, que “visou milhares de computadores em todo o mundo”, para obter informações sobre “diversas políticas do governo dos EUA”.

Em novembro de 2023, o Distrito Sul do Texas emitiu um mandado de prisão contra Xu com as acusações citadas.

Ele foi detido em Milão no ano passado após a Embaixada americana em Roma informar a Itália que o hacker estava em um voo vindo da China.

Descrito por sua esposa como uma “boa pessoa” e pai de uma filha de sete meses, o acusado trabalhava em Xangai como “desenvolvedor de sistemas de TI”. Ele sempre negou as acusações. 

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