Durante o cortejo, o carros alegórico que lembrava a infância do presidente, segurando uma estrela, foi o mais aplaudido pelo público.
Por Redação – do Rio de Janeiro
As cortinas do maior espetáculo da Terra abriram-se, na primeira noite do Grupo Especial na Marquês de Sapucaí, com o público cantando ‘Olê, olê, olá, Lula, Lula!’. Era a abertura do samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, que destacou a trajetória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL) apareceu no roteiro como o palhaço Bozo e preso, como ocorre atualmente.

Lula não escondeu a emoção ao presenciar a homenagem, em vida, de um camarote na Marquês de Sapucaí. Ao lado dele, a primeira-dama, Janja, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o prefeito Eduardo Paes. Na metade do desfile, o presidente fez questão de descer à pista e cumprimentar o casal de mestre-sala e porta bandeira; além de saudar os integrantes da escola. Janja havia planejado desfilar em destaque, no último carro alegórico, mas optou por ficar ao lado do marido e foi substituída pela cantora Fafá de Belém.
Durante o cortejo, o carros alegórico que lembrava a infância do presidente, segurando uma estrela, foi o mais aplaudido pelo público. O outro destaque do desfile foi a ala com diplomas universitários, em sintonia com o samba que diz “filho de pobre está virando doutor”.
Mangueira
Última escola a desfilar, já na madrugada desta segunda-feira, a Mangueira foi a escola que mais empolgou o público. O acabamento das fantasias e o ritmo da verde-rosa, em várias paradinhas da bateria nota 10 deixaram o público iluminado pelas cores vivas entre as alas que homenageavam o líder amapaense Raimundo dos Santos Souza, o ‘Mestre Sacaca’, apresentado como o Xamã Babalaô que protege a Amazônia Negra.

O enredo mangueirense percorreu os chamados cinco encantos: começando pelos rituais indígenas do ‘Turé’; os rios tucujus conectando povos indígenas; quilombolas e ribeirinhos; a medicina ancestral com ervas e curas e as manifestações culturais do Amapá, como Marabaixo e Batuque. A Missa dos Quilombos e Sacaca, no fim, transformando-se na natureza em seu papel como guardião da Amazônia Negra contaram a história que comoveu a platéia.
Campeãs
Ainda restam duas noites de desfile das escolas de samba, com a estimativa da presença de 500 mil pessoas ao longo de todos os dias. Durante as noites de pura folia, 12 escolas de samba terão se apresentado. Além da grandiosidade cultural, o evento tem peso econômico, pois movimenta cerca de R$ 5,9 bilhões na capital carioca, impulsionando turismo, serviços e milhares de empregos temporários.
O encerramento oficial é marcado pelo Desfile das Campeãs, momento em que as seis melhores colocadas retornam à Sapucaí para celebrar o espetáculo que movimenta cultura, turismo e bilhões na economia do Rio de Janeiro, consolidando o carnaval como uma das maiores manifestações culturais do país.