O roteiro, organizado pela Casa Civil com a colaboração de todos os ministérios, tem por objetivo concentrar o maior número possível de compromissos institucionais.
Por Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja cumprir, ao longo deste semestre, uma extensa agenda de lançamentos de programas e inaugurações de obras em diferentes regiões do país. A estratégia busca ampliar a presença do chefe do Executivo em eventos oficiais antes do início das restrições impostas pela legislação eleitoral, que entram em vigor a partir de julho.

O roteiro, organizado pela Casa Civil com a colaboração de todos os ministérios, tem por objetivo concentrar o maior número possível de compromissos institucionais até o período em que agentes públicos ficam impedidos de participar de atos desse tipo por conta do calendário eleitoral.
A prioridade da agenda presidencial, de acordo com assessores do Planalto, será direcionada principalmente ao Sudeste e ao Nordeste. O Sudeste concentra os três maiores colégios eleitorais do país e costuma ser palco de disputas acirradas entre forças de direita e de esquerda.
Já o Nordeste, historicamente mais favorável à esquerda em eleições recentes, é visto como fundamental para equilibrar o cenário diante da vantagem da direita nas regiões Sul e Centro-Oeste. Levantamentos eleitorais mais recentes indicam avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Sudeste, fator que tem influenciado diretamente o planejamento político do Palácio do Planalto.
Política
Diante desse quadro, Lula tem intensificado, nas últimas semanas, articulações para a definição de palanques estaduais, com atenção especial a São Paulo e Minas Gerai
Para mais perto das eleições, Lula reforça a montagem de palanques competitivos nos principais Estados do país. O núcleo político petista intensificou a articulação para fortalecer alianças regionais de olho nas eleições de 2026.
A estratégia inclui pressão direta para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), dispute o governo de São Paulo, além do engajamento de ministros com forte capital político em missões eleitorais consideradas estratégicas pelo Palácio do Planalto.
A avaliação interna é de que Lula não pode chegar à próxima disputa presidencial com apoios frágeis em estados de grande peso eleitoral, o que poderia comprometer o desempenho nacional da campanha. Auxiliares do presidente afirmam que há preocupação especial com a possibilidade de partidos de centro, hoje representados na Esplanada dos Ministérios, se aproximarem de candidaturas bolsonaristas nos Estados.