Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Maquiadora morre após preenchimento com PMMA em clínica de SP

Roseli Fernandes, maquiadora, faleceu após complicações de aplicação de PMMA. Polícia investiga como homicídio culposo.

Quarta, 27 de Maio de 2026 às 13:24, por: CdB

Roseli Fernandes passou mal após aplicação da substância nos glúteos e coxas; Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo.

Por Redação, com Agenda do Poder – de São Paulo

A maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, morreu na desta terça-feira após sofrer complicações depois de um procedimento estético realizado em São Paulo. A intervenção ocorreu em uma sala comercial localizada no bairro do Brooklin, na Zona Sul da capital paulista, e envolveu a aplicação de PMMA para remodelação corporal.

Maquiadora morre após preenchimento com PMMA em clínica de SP | A maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira
A maquiadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira

Segundo informações da investigação, Roseli realizou o procedimento na segunda-feira, com aplicações nos glúteos e na parte posterior das coxas. Após deixar o local, ela começou a apresentar sintomas como dores intensas, falta de ar, aceleração cardíaca e mal-estar.

Durante o trajeto até o consultório em um carro de aplicativo, a maquiadora perdeu a consciência antes mesmo de chegar ao edifício comercial onde seria atendida novamente.

Imagens registradas no edifício Brooklin Office, localizado na Avenida Santo Amaro, mostram o momento em que Roseli chega desacordada ao local por volta das 9h08. A vítima foi retirada do veículo já sem reação, enquanto equipes tentavam prestar socorro.

A médica responsável pelo procedimento, Tábita Nunes Marcolino Jorge, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que iniciou tentativas de reanimação ainda no prédio comercial.

Apesar dos esforços das equipes médicas, a morte foi confirmada às 10h05.

Polícia investiga

O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil de São Paulo como homicídio culposo, morte suspeita e morte acidental. As autoridades buscam esclarecer se houve negligência, imprudência ou falha durante o procedimento estético.

Em depoimento à polícia, a médica afirmou ter aplicado cerca de 300 ml de PMMA na paciente e declarou que Roseli apresentou exames sem alterações antes da intervenção.

As investigações também apuram detalhes sobre a qualificação profissional da responsável pelo procedimento. Segundo informações do caso, a médica não possui residência em dermatologia.

Uso de PMMA

O episódio reacende discussões sobre os riscos do uso do PMMA em procedimentos estéticos. A substância, conhecida como polimetilmetacrilato, já esteve envolvida em outros casos de complicações graves no Brasil.

Especialistas alertam que a aplicação inadequada do produto pode provocar reações severas, embolias e até morte, principalmente quando utilizada em grandes volumes ou fora das recomendações médicas.

A Polícia Civil deve ouvir novas testemunhas e aguarda laudos periciais para determinar as causas exatas da morte da maquiadora.

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