Léo Piloto é investigado por participar de confrontos e investidas para expandir o território do grupo criminoso.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Um homem apontado como um dos responsáveis por ações armadas de uma milícia na Zona Oeste do Rio foi preso na quinta-feira. Leonardo Torres Gomes, conhecido como Léo Piloto, é investigado por participar de confrontos e investidas para expandir o território do grupo criminoso. Segundo a Polícia Civil, ele teria usado um uniforme da própria corporação durante uma ação armada em julho deste ano.

A prisão é de agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (DRACO-IE). Durante a ação, os policiais apreenderam uma pistola de uso restrito e um carro de luxo com sinais identificadores adulterados. O veículo havia sido roubado.
De acordo com as investigações, Léo Piloto seria integrante da organização criminosa liderada por um homem conhecido como Jorjão ou PL. Ele é apontado como o chamado “puxador de guerra”, criminosos que participam diretamente de confrontos armados e investidas para conquistar ou manter território.
Um dos episódios investigados ocorreu na noite de 4 de julho deste ano. Na ocasião, homens armados com fuzis e equipados com material tático foram flagrados usando uniformes e identificações da Draco durante uma movimentação relacionada à disputa territorial na Zona Oeste.
Léo Piloto participou da ação. As imagens analisadas pelos investigadores estão relacionadas a um confronto territorial contra integrantes da facção Comando Vermelho (CV).
A suspeita é de que o uso das identificações policiais tenha sido uma tentativa de conferir aparência de operação à movimentação dos milicianos. A estratégia também poderia dificultar a identificação dos envolvidos e intimidar moradores das áreas disputadas.
As investigações continuam para identificar outros participantes dos ataques, esclarecer a dinâmica dos confrontos e apurar a responsabilidade de integrantes da organização envolvidos no planejamento das ações.
Quadrilha
Fábio Cassiano da Silva foi preso, na quinta-feira, em Benfica, na Zona Norte do Rio, suspeito de integrar uma quadrilha especializada em roubos conhecidos como “saidinha de banco”.
Segundo a polícia, ele monitorava clientes que sacavam dinheiro e repassava informações aos comparsas. Fábio é apontado como participante de pelo menos cinco assaltos, incluindo uma tentativa de latrocínio contra a arqueóloga Tania Andrade Lima, de 80 anos, no Leblon, Zona Sul do Rio, na semana passada.
De acordo com as investigações, o suspeito observava a movimentação nas agências bancárias para identificar possíveis vítimas. Depois, enviava informações aos demais integrantes do grupo, que seguiam os clientes e os abordavam após a saída dos bancos.
A polícia identificou o mesmo modo de atuação em diferentes crimes. Em um assalto ocorrido em março, no Recreio dos Bandeirantes, Fábio teria sido flagrado dentro de uma agência enquanto observava uma vítima. Na ocasião, ele fotografou a pessoa escolhida como alvo e enviou a imagem aos comparsas. Segundo os investigadores, o suspeito usava um boné verde-oliva e uma camisa creme, peças que também apareceriam em outras ações em que participou.
O grupo é investigado por roubos em diferentes regiões da cidade. Somente em agosto, seus integrantes foram identificados em pelo menos quatro assaltos em Copacabana, no Flamengo e na Barra da Tijuca. O caso mais recente atribuído à quadrilha é a tentativa de latrocínio contra uma idosa no Leblon, na semana passada.
Na quarta-feira, Luis Fernando Rodrigues dos Santos, de 28 anos, foi morto em confronto com a polícia em Botafogo, na Zona Sul do Rio. A polícia apontou que ele seria chefe da quadrilha que assaltava de forma recorrente em bairros daquela região.
O preso seguiu encaminhado para a 9ª DP (Catete). As investigações continuam para identificar os demais integrantes do grupo e esclarecer a participação de cada um nos crimes.