A orientação dos coordenadores de campanha é que diretórios, militantes e apoiadores definam ações próprias em cada município, combinando presença nas ruas com mobilização nas redes sociais.
Por Redação – de São Paulo
A direção nacional do PT iniciou, nesta quarta-feira, a convocação da militância e de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma mobilização nacional no próximo domingo, com atividades previstas em cidades de todo o país na reta final da campanha presidencial.

A convocação foi divulgada pelo próprio PT nesta manhã e havia sido anunciada na véspera pelo presidente nacional da legenda, Edinho Silva, durante uma plenária de mobilização realizada em São Paulo. Segundo o partido, a programação poderá incluir carreatas, caminhadas, adesivaços, bandeiraços, rodas de conversa e outras atividades organizadas localmente.
A orientação dos coordenadores de campanha é que diretórios, militantes e apoiadores definam ações próprias em cada município, combinando presença nas ruas com mobilização nas redes sociais. Edinho Silva afirmou que a iniciativa pretende ampliar a participação da militância na campanha pela reeleição de Lula.
— Convoco todos para que construamos uma grande mobilização nacional no dia 27 para mostrar a nossa capacidade de luta e derrotar o fascismo e a milícia — afirmou o presidente do PT, aos jornalistas.
Redes sociais
O dirigente petista apresentou a eleição como uma disputa entre projetos distintos para o país.
— A escolha é clara: ou é o Brasil da barbárie ou é o Brasil da igualdade, da democracia e das grandes reformas — acrescentou.
A mobilização ocorrerá uma semana antes do primeiro turno das eleições de 2026. Segundo relatos publicados após a plenária, Edinho pediu atuação intensificada tanto nas ruas quanto nas redes sociais durante os últimos dias de campanha. Em São Paulo, está prevista uma manifestação na Avenida Paulista
Durante o encontro, o presidente do PT também associou a mobilização à defesa das instituições democráticas e fez críticas à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Debate
Edinho Silva também afirmou que a disputa envolve, em sua avaliação, a escolha entre o fortalecimento institucional e grupos que ele relaciona às milícias — caracterização feita pelo dirigente partidário e contestável no debate político.
Ao lado do presidente da legenda, nesta quarta-feira, na plenária em São Paulo, esteve o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB); o candidato ao governo paulista Fernando Haddad (PT); a candidata ao Senado Marina Silva (Rede); além de representantes de movimentos sociais e outras lideranças políticas.
A mobilização do dia 27 dá sequência a atos realizados pela campanha nas últimas semanas. No dia 13 de setembro, uma ação nacional promovida pelo PT e por partidos aliados teve atividades em mais de 130 municípios, segundo informações divulgadas pelo próprio Edinho Silva.
Para o próximo domingo, o PT orienta que os organizadores cadastrem previamente carreatas, caminhadas e demais atos no sistema dos comitês de campanha de Lula. A estratégia prevê também a divulgação, nas redes sociais, de ações do governo federal e de propostas apresentadas pela campanha para um eventual novo mandato.