O líder petista demonstrou confiança em uma recuperação eleitoral do presidente e afirmou que o aumento da mobilização partidária e da militância deverá aparecer nas próximas pesquisas de intenção de voto.
Da Redação – de Brasília
Presidente nacional do PT, o ex-ministro Edinho Silva ponderou, nesta terça-feira, que a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou problemas de organização, dificuldades na coordenação das atividades nos estados e falhas na interlocução com setores políticos que apoiaram o petista nas eleições de 2022. O dirigente propôs uma avaliação crítica da atuação do partido e a retomada do diálogo com grupos que se aproximaram de Lula em defesa da democracia.

Silva comentou, em entrevista a uma rádio nesta manhã, sobre as dificuldades enfrentadas pela campanha após o próprio Lula afirmar que sua atual estrutura eleitoral foi a “menos organizada desde 1989”. Segundo o presidente do PT, a decisão de descentralizar a coordenação e conceder maior autonomia aos diretórios estaduais não produziu os resultados esperados.
— Nós tentamos descentralizar a coordenação da campanha, descentralizar as ações, porque achávamos que essa autonomia dos estados poderia fazer com que nós tivéssemos mais agilidade na resolução dos problemas. É evidente que nós tivemos falhas nessa estrutura — afirmou.
Decisões
De acordo com Edinho Silva, os principais obstáculos estiveram relacionados à produção e à distribuição de materiais eleitorais, problema que, segundo ele, já foi solucionado pela equipe responsável pela campanha. A estratégia de descentralização, inicialmente concebida para acelerar a tomada de decisões e atender às necessidades regionais, acabou revelando deficiências na articulação entre a coordenação nacional e os Estados.
Apesar das dificuldades, o dirigente afirmou que a campanha está mobilizada para o segundo turno e conseguiu ampliar o apoio de lideranças políticas estaduais. Ele reconheceu, entretanto, que não houve crescimento no número de partidos formalmente aliados à candidatura de Lula.
O líder petista demonstrou confiança em uma recuperação eleitoral do presidente e afirmou que o aumento da mobilização partidária e da militância deverá aparecer nas próximas pesquisas de intenção de voto.
— Nós estamos com um ambiente de mobilização muito forte. Não temos nenhuma dúvida de que a nossa onda é uma onda de crescimento, as pesquisas em breve vão registrar isso — pontuou.
Além dos problemas operacionais, Edinho Silva também admitiu que o PT e o governo poderiam ter mantido uma relação mais próxima com os setores políticos.