Thamiris Rodrigues de Souza foi atingida durante uma discussão de trânsito na noite de quinta-feira.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Uma passageira de um carro de aplicativo foi morta a tiros durante uma discussão de trânsito na noite de quinta-feira, no Pechincha, Zona Sudoeste do Rio.

Segundo informações iniciais, Thamiris Rodrigues de Souza, de 28 anos, estava no banco de trás do automóvel, que seguia pela Rua Professor Henrique Costa, quando o motorista realizou uma manobra.
Nesse momento, o condutor de outro veículo, um Peugeot branco, se irritou com a atitude e iniciou uma discussão. Durante o desentendimento, o homem sacou uma arma e disparou contra o automóvel. Logo após o crime, ele fugiu.
Thamiris foi atingida nas costas e socorrida para a UPA da Cidade de Deus, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã desta sexta-feira.
Nesta sexta-feira, Thamiris iria participar de uma festa de Dia das Mães na escola onde as duas filhas estudam. Por causa do ocorrido, a unidade de ensino cancelou a celebração.
O caso foi registrado na 32ª DP (Taquara). Segundo a Polícia Civil, o motorista de aplicativo prestou depoimento na delegacia. Agora, os agentes buscam identificar o autor dos disparos. Ainda conforme a instituição, outras diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso.
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento da vítima.
Casal
A Polícia Civil prendeu em flagrante, na quarta-feira, quatro milicianos e apreendeu um adolescente durante as investigações sobre o assassinato de Ygor Dante Santos Cordeiro e Ariane Anselmo Cortes, grávida de seis meses. O casal foi morto na semana passada na região do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, Zona Sudoeste do Rio.
Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), os agentes identificaram um veículo usado pela quadrilha para extorquir comerciantes e moradores da região. Após monitorar e cruzar dados, eles localizaram o automóvel em uma área dominada pelo grupo paramilitar.
Durante a abordagem, os policiais apreenderam duas armas de fogo carregadas, munições de diversos calibres, celulares e uma camisa com a inscrição “Polícia”. O carro era roubado e circulava com placa clonada e sinais identificadores adulterados, o que, de acordo com os investigadores, demonstra o nível de organização da quadrilha.
Os presos foram identificados como Carlos Eduardo Gonçalves da Silva, conhecido como Vampiro; Leandro Augusto da Silva, o Magrão; Rodrigo Silva Pires, chamado de Butucão; e Bruno Rodrigues da Rocha, apelidado de Pescoço.
Em depoimento, dois deles confessaram participação na milícia e admitiram atuar como “recolhes”, função responsável pela cobrança armada de taxas ilegais impostas a comerciantes e moradores.
As investigações apontam que o grupo atua em áreas dominadas pela milícia em Curicica, Terreirão, Colônia e Rio das Pedras. A principal linha investigativa é de que Ygor e Ariane tenham sido confundidos com integrantes de uma organização criminosa.
Emboscada
Os milicianos foram autuados pelos crimes de constituição de milícia privada, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menor.
O casal foi assassinado no dia 29 de abril, quando seguia para buscar uma encomenda para o chá revelação do bebê que esperavam. Segundo familiares, os dois foram surpreendidos e baleados diversas vezes.
Um dos tiros atingiu a barriga de Ariane, o que impediu qualquer tentativa médica de salvar o bebê. A jovem morreu sem saber o sexo da criança. Posteriormente, a família foi informada de que ela esperava um menino.
Ariane era biomédica e também trabalhava como manicure. Ygor atuava como supervisor de logística em uma empresa de e-commerce. Ela deixou um filho pequeno.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer a dinâmica da execução e aprofundar os vínculos dos presos com a estrutura criminosa que atua na região.