Um alerta lançado nas redes sociais previa uma nova tentativa de ingresso em massa de migrantes em Ceuta neste sábado, mas teve bem menos adesões em relação ao mês passado.
Por Redação, com Ansa – de Ceuta, Espanha
As forças de segurança marroquinas ainda apuravam, neste domingo, a origem do movimento civil que levou centenas de migrantes na véspera a buscar asilo, de forma irregular, no exclave espanhol de Ceuta, no Marrocos. O número é muito inferior aos milhares de deslocados que se dirigiram para a cidade autônoma no final de julho, mas as autoridades veem a tentativa com preocupação.

Fontes de segurança em Rabat, citadas pela agência espanhola de notícias Efe, informaram que o grupo estava escondido em uma área montanhosa próxima ao município de Fnideq, situado a sudoeste de Ceuta. Os agentes utilizaram gás lacrimogêneo para dispersar os migrantes, sem deixar nenhum ferido. De acordo com a reportagem, a situação foi controlada.
Um alerta lançado nas redes sociais previa uma nova tentativa de ingresso em massa de migrantes em Ceuta neste sábado, mas teve bem menos adesões em relação ao mês passado.
Convocação
A primeira onda de migração em massa ocorreu entre 30 e 31 de julho, quando cerca de 80 mil pessoas entraram ilegalmente no exclave. As autoridades espanholas avaliam que os grupos do Facebook usados para promover entradas em Ceuta perderam cerca de 290 mil membros em relação ao 1 milhão de usuários que acompanharam a convocação inicial.
Segundo estimativas das forças de segurança, cerca de 5 mil migrantes em situação irregular ainda permanecem em Ceuta, enquanto se registra uma média de 200 retornos voluntários ao Marrocos por dia. Mas a estimativa do prefeito-presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, é de entre 8 mil e 12 mil o número de pessoas que permanecem de forma irregular na cidade.
Madri afirma que mais de 70 mil migrantes já foram repatriados para o Marrocos e que nenhum dos que participaram da entrada em massa no exclave conseguiu acessar o Espaço Schengen, área de livre circulação na Europa.