Rio de Janeiro, 27 de Abril de 2026

Nova perícia é realizada em palco de Shakira após morte de técnico

Investigação avança após a morte do técnico Gabriel Jesus Firmino durante montagem do palco para show de Shakira em Copacabana. Novas perícias serão realizadas.

Segunda, 27 de Abril de 2026 às 12:23, por: CdB

Nova perícia será realizada nesta segunda-feira no local onde morreu o técnico de segurança Gabriel Jesus Firmino, de 28 anos.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio realizou, nesta segunda-feira, uma nova perícia no local onde o técnico de segurança do trabalho Gabriel de Jesus Firmino, de 28 anos, morreu durante a montagem do palco para o show de Shakira na Praia de Copacabana, Zona Sul.

Nova perícia é realizada em palco de Shakira após morte de técnico | Polícia refaz perícia em palco de Shakira após morte
Polícia refaz perícia em palco de Shakira após morte

Por causa da análise, a organização do evento interrompeu temporariamente a instalação da estrutura. A produtora Bonus Track informou que a paralisação ocorre para viabilizar o trabalho da perícia e afirmou que o cronograma segue dentro do prazo, sem impacto na montagem.

Investigação

O caso está sob investigação da 12ª DP (Copacabana). De acordo com a Polícia Civil, uma perícia preliminar já foi realizada, e novas análises vão complementar a apuração nesta segunda-feira. Paralelamente, os agentes seguem com diligências para esclarecer as circunstâncias da morte.

Os investigadores avaliam se houve falha por parte da empresa responsável pela segurança dos trabalhadores. Caso sejam identificadas negligência, imprudência ou imperícia, os responsáveis podem responder por homicídio culposo. 

A polícia também considera outras possibilidades, como lesão corporal culposa decorrente de acidente de trabalho, e não descarta a hipótese de homicídio doloso, com dolo eventual, caso fique comprovado que houve assunção de risco.

Acidente

Conforme o boletim de ocorrência, Gabriel ficou prensado entre dois elevadores utilizados na estrutura do palco enquanto realizava a montagem de equipamentos. Segundo informações apuradas pelo portal G1, ele era morador de Magé, na Baixada Fluminense, e trabalhava para a empresa MG Coutinho Serviços Cenográficos.

Gabriel deixa três filhos. Nas redes sociais, amigos lamentaram a morte. “O trabalhador tinha nome e era honesto. Gabriel vai fazer falta para seus três filhos e amigos de trabalho como eu. Muito triste sentir que o nosso trabalho, que envolve riscos sérios, não só a nós mesmos, mas para todo evento, seja tão maltratado”, escreveu um colega de trabalho.

Ainda não há informações sobre enterro e sepultamento da vítima. 

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