O principal concerto acontecerá no Auditório Magno da Universidade Sapienza de Roma, no dia 28 de abril, às 20h30 (horário local). No dia seguinte, 29, as integrantes participarão da audiência papal.
Por Redação, com ANSA – do Rio de Janeiro
A Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, formada exclusivamente por jovens musicistas do Rio de Janeiro, realizará sua primeira turnê na Itália entre os próximos dias 23 de abril e 1º de maio.

A agenda da turnê intitulada Conexão Vaticano, que integra as comemorações do bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e Santa Sé, inclui apresentações em espaços culturais de Roma e uma audiência com o papa Leão XIV no Vaticano.
O principal concerto acontecerá no Auditório Magno da Universidade Sapienza de Roma, no dia 28 de abril, às 20h30 (horário local). No dia seguinte, 29, as integrantes participarão da audiência papal.
Fundada em 2021, a orquestra tem como missão ampliar a presença feminina na música orquestral. Ao todo, o grupo reúne 52 instrumentistas, com idades entre 13 e 21 anos, e leva o nome de Chiquinha Gonzaga, pioneira na regência no Brasil e símbolo de protagonismo feminino.
A regente titular da orquestra é Priscila Bomfim, que fez história ao se tornar a primeira mulher a reger uma ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Na turnê italiana, os concertos terão regência de Ludhymila Bruzzi, com um repertório dedicado à música brasileira, incluindo obras de compositores como Carlos Gomes, Guerra-Peixe, Baden Powell, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan e Chico Buarque. O objetivo é criar um diálogo entre tradição, identidade contemporânea e excelência artística.
Programa
O programa também contará com uma obra inédita de Ágatha Lima, compositora brasileira radicada na Itália e vencedora de um concurso promovido pelo projeto.
A turnê Conexão Vaticano terá ainda a participação especial da cantora Flor Gil, neta de Gilberto Gil e que retomará uma parceria com sua refinada musicalidade e marcante presença de palco. A jovem artista, que transita por diversas gerações da música brasileira, já colaborou com a orquestra em apresentação no Carnegie Hall, em Nova York, em 2025.
Além da agenda artística, o projeto destaca o impacto social da iniciativa: muitas das jovens musicistas são as primeiras de suas famílias a ingressar no ensino superior, evidenciando o papel transformador da música em suas trajetórias.