Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Papa promoverá campanha contra anti-semitismo

Domingo, 18 de Janeiro de 2004 às 09:25, por: CdB

O Papa João Paulo II aceitou uma proposta dos Grandes Rabinos de Israel, Shlomo Amar e Yona Metzger, para promover uma campanha nas igrejas de todo o mundo contra o anti-semitismo.

A campanha consistiria na dedicação de um dia por ano à campanha, informou neste domingo, o jornal Haaretz, depois da histórica conferência da sexta-feira passada, na Santa Sé, entre as máximas autoridades religiosas do Estado de Israel e da Igreja Católica Apostólica Romana.

A iniciativa dos rabinos coincidiu com uma onda de agressões contra instituições judaicas na Europa e na Turquia incentivadas, segundo Israel, por militantes da esquerda e extremistas islâmicos que se solidarizam com os palestinos.

Os rabinos Amar e Metzer também pediram emprestado ao Papa os manuscritos do filósofo e médico judeu-espanhol Maimônides, em poder do Vaticano, para exibi-los em Jerusalém, informa o Haaretz.

Moisés Ben Maimón (Maimônides), autor do célebre "Guia dos perplexos" e considerado o filósofo judeu mais importante da Idade Média, nasceu em 1139 na cidade de Córdoba e morreu em 1205, no Egito.

Além disso, o rabino Metzger disse à imprensa local que também foi pedido ao Papa a busca de antigos objetos de culto judaicos no Vaticano, entre os quais estaria o candelabro de sete braços que Tito teria levado a Roma depois da destruição do Templo de Jerusalém, há 1933 anos.

"Deixamos à sua discrição a determinação dos objetos que podem ser importantes para nós, mas não mencionamos a menorá (candelabro)", afirmou Metzger. "Não sabemos se o candelabro existe, mas se existir e nos for dado, não haveria alegria maior para nós", assinalou o rabino.

Depois de se reunir com os rabinos, João Paulo II encabeçou o "Concerto da Reconciliação", que contou com a participação de religiosos das comunidades judaica e muçulmana residentes na Itália.

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