Parlamento declara que a Crimeia continua sendo parte da Ucrânia
O Parlamento ucraniano aprovou nesta quinta-feira uma resolução na qual declara que a Crimeia continua sendo parte da Ucrânia e que o país deve lutar até o fim pela região, uma península estratégica ao Sul do país. "Em nome do povo ucraniano, a Rada (Parlamento) declara que a Crimeia foi, é e será parte da Ucrânia.
O Parlamento ucraniano aprovou nesta quinta-feira uma resolução na qual declara que a Crimeia continua sendo parte da Ucrânia
O Parlamento ucraniano aprovou nesta quinta-feira uma resolução na qual declara que a Crimeia continua sendo parte da Ucrânia e que o país deve lutar até o fim pela região, uma península estratégica ao Sul do país. "Em nome do povo ucraniano, a Rada (Parlamento) declara que a Crimeia foi, é e será parte da Ucrânia. O povo ucraniano nunca e em qualquer circunstância cessará a luta para libertar a Crimeia dos ocupantes, por mais dura e prolongada que esta seja".
Proposta pelo presidente interino na Ucrânia, Oleksander Turchynov, a resolução foi aprovada com votos favoráveis de 274 deputados, entre os 303 que estavam presentes no plenário do Parlamento. Os parlamentares também apelaram para que todos os membros da comunidade internacional não reconheçam a anexação da Crimeia à Rússia, votada no domingo em referendo considerado ilegal pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo Japão.
A declaração aprovada denuncia ainda que a Crimeia foi invadida pela Rússia, numa violação flagrante não apenas de um país soberano que é a Ucrânia, mas também das normas do direito internacional, representada, entre outros gestos, pela assinatura, na terça-feira, do tratado de anexação da península ao território russo.
Após ataques de milícias pró-Rússia, que culminaram com a morte de um oficial ucraniano, a Ucrânia anunciou na terça-feira que elabora medidas para que militares e duas famílias possam deixar a Crimeia. Hoje, a chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou que a União Europeia vai ampliar a lista de personalidades russas e ucranianas pró-Rússia com proibição de vistos e congelamento de bens, como parte das sanções aos responsáveis pela crise na região.
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